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Casos de mordedura tendem a aumentar

A morte de duas crianças, por mordedura de cães presumivelmente contaminados por raiva, e de uma adulta, de 32 anos, no município do Soyo, província do Zaire, preocupa as autoridades sanitárias e veterinárias da região, disse ontem o chefe de secção dos Serviços Veterinários do Soyo.

Campanha de recolha de animais vadios está para breve
Fotografia: Adolfo Dumbo | Soyo | Edições Novembro

Agostinho Seque disse que os casos de mordeduras das duas crianças, de três e nove anos, que resultaram horas depois em óbito, aconteceram no bairro Kintambi, em finais de Junho, e a morte da mulher ocorreu na comuna do Sumba, a  35 quilómetros da cidade do Soyo.
  Agostinho Seque confirmou ao “Jornal de Angola” a existência de raiva animal na região, situação que constitui um perigo, tendo em conta a grande presença de cães e gatos vadios. “Estamos   preocupados com os ataques de cães, que já resultaram em dois óbitos de crianças, ambas do bairro Kintambi, e uma outra vítima de 32 anos, na comuna do Sumba.”
Em função dos ataques dos cães aos habitantes, foi criada uma comissão inter-sectorial constituída por especialistas veterinários, da saúde e dos serviços de saneamento básico e espaços verdes.
“Todo o cuidado é pouco para se evitar mais casos de mordeduras por qualquer animal de estimação, enquanto se aguarda por uma campanha de vacinação, cujo lote de vacinas já se encontra aqui no Soyo", disse Agostinho Seque, que anunciou a criação de um posto fixo junto à Repartição Municipal do Soyo da Agricultura.
“A secção da Agricultura vai vacinar cerca de 2.500 animais no município, uma vez que existe um elevado número de animais vadios, com destaque para cães e gatos”, explicou Agostinho Seque, que acrescentou que a comissão vai realizar em breve uma operação de recolha de animais vadios. Desde Janeiro, foram registados no Soyo, 119 casos de mordeduras, contra  256  em 2016.
Jaquelino Figueiredo | Soyo

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