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Centenas de novas casas erguidas no Soyo

Jaquelino Figueiredo|

Mais de cem novas casas sociais do tipo T3 vão ser construídas, nos próximos 14 meses, no município petrolífero do Soyo, pelo Ministério da Construção, no âmbito do Programa Nacional de Desenvolvimento da província do Zaire.

O projecto de construção de casas sociais no Zaire vai contar com infra-estruturas integradas que contemplam toda a rede de serviços técnicos como esgotos para as águas residuais
Fotografia: Dombele Bernardo

Com o objectivo de resolver o défice habitacional na região, cem casas sociais vão ser construídas, nesta fase inicial, no bairro Quitona, e a primeira pedra foi colocada pelo secretário de Estado para a Construção, Ilídio Brás Martins, na presença da vice-governadora provincial do Zaire para o sector técnico e infra-estruturas, Ângela Diogo. O projecto, que prevê a construção de 2.000 casas, no Soyo, Mbanza Congo e Nzeto, vai contar com infra-estruturas integradas, que contemplam toda a rede de serviços técnicos, como esgotos para as águas pluviais e residuais, instalações eléctricas, linhas telefónicas, tubagem de água potável, vias de circulação, passeios e outros.
O secretário do Estado para Construção, após a consignação da empreitada, disse que a construção de cem casas sociais se destina, igualmente, a combater a pobreza no seio das populações, através da melhoria das condições de habitabilidade para os cidadãos.
Ilídio Brás Martins salientou que o projecto de construção de casas vai ser contínuo até à conclusão das 2.000 habitações para o Soyo e aconselhou a população beneficiária a cuidar bem dos imóveis, quando estes estiverem em sua posse.
A vice-governadora Ângela Diogo, em representação do governador do Zaire, Joanes André, disse que as casas a serem construídas vão ajudar a dar mais dignidade à população, pelo que esta deve participar activamente na sua execução.
O governo vai estudar a possibilidade de expandir uma parte das 2.000 casas sociais a outras localidades do município, para abranger outras pessoas que vivem longe do centro da cidade. “Vamos fazer um estudo interno com a Administração Local e as autoridades tradicionais, para ver se vamos construir todas as casas aqui, no centro, ou se vamos distribuí-las por outras localidades, e permitir que abranjam outras populações desta região”, explicou a responsável.
Ilídio Brás Martins, antes de se deslocar ao Soyo, esteve nos municípios de Mbanza Congo e Nzeto, onde também colocou as primeiras pedras para a construção de 100 casas sociais em cada uma das regiões, no âmbito do programa de fomento habitacional.

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