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Centro de Estudos Africanos dá primeiros passos no Zaire

Víctor Mayala | Mbanza Congo

A Universidade 11 de Novembro cria nos próximos anos na cidade de Mbanza Congo, no Zaire, um Centro de Estudos Africanos.
Kianvu Tamo, reitor da Universidade, que revelou o facto ao Jornal de Angola, assegurou que estão a ser desenvolvidos esforços para a criação de condições materiais e humanas conducentes à materialização do projecto.

A Universidade 11 de Novembro cria nos próximos anos na cidade de Mbanza Congo, no Zaire, um Centro de Estudos Africanos.
Kianvu Tamo, reitor da Universidade, que revelou o facto ao Jornal de Angola, assegurou que estão a ser desenvolvidos esforços para a criação de condições materiais e humanas conducentes à materialização do projecto.
O reitor afirmou que a questão já foi abordada com a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, que se prontificou em apoiar o projecto.
Kianvu Tamo assegurou que a  direcção da Universidade pensa realizar, numa primeira fase, uma conferência e palestras que abordam temáticas sobre oportunidades de estudos africanos.
O responsável avançou que a reitoria da Universidade está já em contacto com um professor angolano doutorado em história e que neste momento se encontra nos Estados Unidos da América.
O propósito é convidá-lo a M­banza Congo, para em conjunto trabalhar no lançamento das bases que permitem o surgimento do centro dos estudos africanos. “Mbanza Congo tem um trunfo na mão para ganhar o centro, pelo facto de ter sido um ponto de contacto com os europeus”, referiu o académico.
O reitor da Universidade 11 de Novembro revelou que a Escola Superior Politécnica de Mbanza Congo carece de biblioteca e laboratórios para as aulas práticas dos cursos de química e física.
“Sabemos que a biblioteca é um instrumento indispensável para o funcionamento da Universidade e por esta razão estamos a investir mensalmente na compra de material para o apetrechamento da biblioteca”, disse Kianvu Tamo.
Quanto aos laboratórios, o académico Kianvu Tamo disse que tão logo terminem as salas em construção, a situação é resolvida.
Revelou que o Ministério das Finanças disponibiliza verbas para a compra do material.
A Escola Superior Politécnica de Mbanza Congo matriculou, no presente ano lectivo, 400 novos estudantes, que se juntam aos 527 anteriores, distribuídos nas especialidades de psicologia, gestão empresarial, química, física e matemática, segundo  Kianvu Tamo.
As aulas são asseguradas por 34 professores, dos quais 18 angolanos e 16 cubanos, assegurou  o reitor da Universidade 11 de Novembro.

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