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Chuvas no Zaire causam estragos

Jaquelino Figueiredo | Soyo

As autoridades governamentais do Zaire estão preocupadas com as inundações, desabamento de casas e mortes em consequência das fortes e constantes chuvas que caem no município do Soyo, disse ontem a vice-governadora para área Técnica e Infra-estruturas.

Mesmo viaturas todo o terreno estão impossibilitadas de transpor as dificuldades da via e isso põe em causa a segurança de pessoas e bens
Fotografia: Jaquelino Figueiredo | Soyo

Os bairros Paróquia, Kikudo, Kungue, Yenguele, Kilumbo, Búndila, Quintambi, Mongo-Soyo e Garre têm sido os mais afectados pelas chuvas, que obrigaram diversas famílias a abandonarem as suas residências em busca de um lugar melhor e com condições de habitualidade aceitáveis, informou Ângela Diogo. Os bairros Paróquia,  Kikudo, Kilumbo e Búndila, zonas bastante habitadas, têm a única via de acesso praticamente intransitável, situação que dificulta a circulação de pessoas e bens.
O Jornal de Angola constatou “in loco” que até  viaturas todo o terreno não conseguem transpor as dificuldades da via, uma realidade que impede a passagem dos moradores, em particular dos alunos que estudam nas escolas sedeadas nos referidos bairros.
A vice-governadora provincial para área Técnica e Infra-estruturas, que visitou as zonas afectadas, reconheceu ser uma situação preocupante, que põe em causa a segurança e a circulação de pessoas e bens, assim como prejudica as condições sanitárias das populações.
Ângela Diogo disse que a causa das inundações dos  bairros deve-se ao facto de as populações terem construído as residências de forma anárquica, sobre linhas e valas de drenagens de águas pluviais e em áreas baixas da cidade do Soyo, onde o nível freático é bastante alto.
A situação, disse Ângela Diogo, ganhou contornos preocupantes porque as valas de drenagem estão fechadas, impedindo desta forma a passagem das águas fluviais.
“Devemos continuar a sensibilizar a população no sentido de colaborar o máximo com as administrações locais, porque o cidadão tem que se sentir preocupado com aquilo que está à sua volta, pois eles continuam a ser os potenciais afectados com a situação e com o aumento dos charcos de água, que produzem os produtores de doenças endémicas, tais como malária, diarreia e febre tifóide”, disse Ângela Diogo que assegurou a realização, o mais breve possível, de trabalhos de limpeza das valas de drenagem, situação que pode levar ao derrube de algumas casas construídas ao longo das linhas naturais das águas.
“Nós vamos encontrar uma solução imediata, com o arranque dos trabalhos de sucção das águas”, garantiu Ângela Diogo. Após a drenagem das águas acumuladas nos bairros, disse Ângela Diogo, o Governo vai intervencionar o troço, de forma paliativa, para  minimizar o desconforto das populações impedidas de circular.
A vice-governadora disse que a intervenção a ser feita não é profunda ou definitiva, pois é necessário fazer  antes um estudo do perfil da estrada.A administração local já foi orientada, disse Ângela Diogo, a fazer o levantamento topográfico, depois de terem sido identificadas as linhas e o bloqueios das águas.
Ângela Diogo  garantiu a realização de estudos e levantamentos para identificar as pessoas que estão nas linhas das águas. “Neste momento   estamos a começar o levantamento para identificar as pessoas que estão nas linhas das águas e no futuro sabemos quantas casas devem ser demolidas e dar o apoio necessário para o realojamento das famílias”, concluiu Ângela Diogo.

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