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Cidadã abandonou o filho por má-formação congénita

Vanusa Cabimba| Soyo

Uma cidadã da República Democrática do Congo rejeitou o próprio filho, recém-nascido com má formação congénita, na maternidade da vila do Soyo, província do Zaire, revelou ao “Jornal de Angola” o director clínico do Hospital Municipal, Garcia Diwampovessa.

Director clínico do Hospital Municipal Gracia Diwampovessa condenou a atitude da mãe
Fotografia: Vanusa Cabimba| Soyo

Tulama Maria, de 35 anos de idade, mãe de seis filhos, deu à luz cerca das 22 horas do dia 15 do corrente mês, sem complicações. Porém, ao aperceber-se que o filho nasceu sem os membros superiores, tendo apenas duas mãos nas extremidades dos ombros, ficou afectada psicologicamente, optando pela rejeição.
“Tulama Maria não concluiu as consultas pré-natais durante o período de gestação, tendo apenas o registo de três no seu boletim de grávida, e nunca fez nenhuma ultrassonografia”, disse Garcia Diwampovessa, acrescentando que este comportamento dificulta o diagnóstico precoce de qualquer anomalia, o que impede a intervenção médica antecipada.O médico revelou que, após o parto, Tulama Maria ficou num estado depressivo. “Ela prefere que o bebé seja entregue às madres católicas para cuidarem dele”, acrescentou.
Garcia Diwampovessa aconselha as gestantes a fazerem consultas pré-natais regularmente, evitar a auto-medicação, bem como o uso de produtos tradicionais durante a gravidez, que, como sublinhou, podem causar mutações irreversíveis ao feto.
O pai do bebé, Luís Maiomona, concorda com a decisão da mulher por temer pela estigmatização do recém-nascido pela sociedade. “A minha mulher recusa-se a amamentá-lo e dar banho.
Se ela não quer, não adianta insistir, porque pode acontecer o pior com o recém-nascido, já que ela se nega a assisti-lo”, afirmou o director clínico do hospital.

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