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Comissão investiga causas do acidente aéreo

Jaquelino Figueiredo | Soyo

Uma delegação do Ministério dos Transportes está no Soyo, província do Zaire, para investigar as causas da queda do avião de pequeno porte no aeroporto local, no domingo, sem ter causado vítimas mortais.

Pedro Gonçalves chefia a comissão
Fotografia: Jaquelino Figueiredo

A aeronave, de marca Piper Seneca III, com matrícula D2-EPD, com seis ocupantes, que sofreram apenas ferimentos leves, entre os quais o deputado pela bancada do MPLA Pedro Sebastião, despenhou-se domingo na cidade do Soyo quando efectuava manobras para aterragem no aeroporto local. O avião era proveniente de Mbanza Congo.
“Estamos na fase preliminar do processo de investigação. A nossa vinda ao Soyo é para colher apenas elementos no terreno que nos vão guiar, pelo que ainda é prematuro falar das causas que estiveram na base do acidente. Portanto, toda a acção desenvolvida aqui no aeroporto do Soyo foi no sentido de colher informação preliminar para podermos ter bases para a produção de um relatório sobre o assunto”, disse ontem o chefe do Departamento do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos do Ministério dos Transportes, Pedro Gonçalves.
O processo para determinar as causas de acidentes daquela natureza, explicou, leva algum tempo, em função da magnitude do impacto. “O processo é moroso, porque precisamos de trabalhar nos detalhes que estiveram na base do acidente. Vamos fazer a recolha de informação e trabalhar nos aspectos técnicos. Como sabem, há três factores que caracterizam uma ocorrência do género, nomeadamente o factor humano, o material e o ambiental. Portanto, todos esses elementos devem ser bem investigados e analisados por uma equipa de técnicos ligados à aviação civil”, explicou.
Segundo Pedro Gonçalves, não se pode avançar um horizonte temporal, porque as investigações podem revelar-se complexas, por envolverem diversos elementos.
“Não temos um horizonte temporal, porque as investigações são um processo longo e envolvem uma série de entidades, começando pelos próprios pilotos, contactos com o fabricante do avião e com as entidades aeroportuárias”, acrescentou.
Pedro Gonçalves considerou impossível a reparação da aeronave, tendo em conta os danos sofridos com o impacto no solo. “A aeronave está seriamente danificada. À partida podemos considerá-la totalmente perdida, tendo em conta a violência do acidente”, concluiu.

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