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Comuna da Chinhama carece de mais serviços

Justino Vitorino | Chinhama e Kayila Silvina | Mbanza Congo

A comuna da Chinhama, no município  de Cachiungo, regista índices fracos de desenvolvimento por insuficiência de professores, enfermeiros, lojas e falta de um sistema de abastecimento de água potável e energia, disse, ontem, ao Jornal de Angola, o administrador municipal de Cachiungo.

A falta destes serviços é mais visível nas aldeias e a Administração Municipal de Cachiungo  procura solucioná-los, através de acções integradas no Programa de Combate à Fome e Pobreza, sobretudo nos domínios da saúde, educação e água, explicou    Herculano Ndunduma, que se manifestou confiante em mais investimentos privados para o desenvolvimento da comuna. Melhorias significativas no domínio da reabilitação das estradas para facilitar a circulação de pessoas e o escoamento da produção agrícola são esperadas nos próximos tempos, disse o administrador Herculano Ndunduma.
“Apesar das dificuldades a população da Chinhama não cruza os braços e com poucos recursos conseguiu apresentar níveis aceitáveis na campanha agrícola transacta”.
As autoridades tradicionais da Chinhama e as associações de camponeses pediram ao Governo mais fertilizantes e outros meios para aumentar e melhorar as suas áreas de cultivo e garantir a segurança ­alimentar nas comunidade, informou o administrador, adiantando que o soba do sector da Funda,  Américo Tchitumba, sugeriu a  abertura de lojas rurais para dinamizar e promover o comércio na região.
Com uma população estimada em 24 mil habitantes, distribuídos por dezassete aldeias,  a comuna da Chinhama conta com um posto de saúde, que atende 50 a 60 pacientes por dia, e no sector da  Educação   estão disponíveis dez escolas de construção precária, número insuficiente para acolher os cerca de 12.700 alunos da primeira à décima primeira classe.

Produção agrícola no  Zaire

A província do Zaire prevê, na presente época agrícola, uma colheita de 40.372 toneladas de produtos agrícolas, disse, ontem, em Mbanza Congo, a presidente da União Nacional dos Camponeses Angolanos (UNACA).
Amélia Alice Kalassi disse que as chuvas constantes deixam antever resultados animadores em termos de produção agrícola.
A actual conjuntura económica é caracterizada pela insuficiência de verbas, daí "a necessidade do redobrar dos esforços para o incremento da produção agrícola", frisou.
A UNACA está representada nos seis municípios do Zaire, onde existem tractores de cultivo e meios de transporte para o escoamento de produtos do campo.

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