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Cresce número de jovens nos centros de formação

Fernando Neto | Mbanza Congo

 
Pelo menos 1.907 jovens de ambos os sexos na província do Zaire acorreram este ano aos centros de formação do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional.

 
 
Pelo menos 1.907 jovens de ambos os sexos na província do Zaire acorreram este ano aos centros de formação do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional, informou ao “Jornal de Angola” o seu responsável provincial, Tomás Paulo.
Este ano houve um aumento significativo da adesão em relação ao período anterior, em que 997 jovens se inscreveram nos diversos cursos profissionais, fruto da expansão dos serviços em todos os municípios da província.
“Estamos satisfeitos com a adesão dos jovens aos centros de formação. É importante que a juventude se preocupe com a sua formação de modo a prestar o seu contributo nas tarefas de reconstrução do país e para melhor encarar as dificuldades que possam surgir no futuro”, disse.
Tomás Paulo informou que só no segundo ciclo formativo que decorre desde Agosto último, foram matriculados no Centro de Emprego e Formação Profissional do Soyo, 352 jovens de ambos os sexos.
O município do Soyo, com o maior centro, tem registado um fluxo considerável de formandos, devido à indústria petrolífera que necessita constantemente de mão-de-obra qualificada.
Tomás Paulo manifestou a sua preocupação com a fraca procura dos cursos de carpintaria e alvenaria, por parte da juventude do Soyo. No curso de carpintaria apenas se inscreveram 14 jovens e oito no de alvenaria.
“Os serviços provinciais do Instituto de Emprego e Formação Profissional no Zaire vão propor à direcção do ministério a substituição dos cursos pelos de mecânica e canalização, que são mais solicitados”, disse Tomás Paulo, acrescentando que muitos jovens da região ainda continuam a negligenciar os cursos profissionais.
“Antes os jovens estavam indecisos em frequentar os cursos, apresentavam como desculpa a pouca oferta no mercado de emprego. Mas hoje a situação é diferente, porque para além de estarem habilitados para trabalhar em empresas, podem prestar serviços particulares e montar a sua própria empresa”, afirmou tendo apontado como exemplo o facto da Polícia Nacional ter solicitado candidatos para o seu recrutamento, que possuíssem cursos profissionais, adquiridos nos centros do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional. A província do Zaire tem três centros de formação profissional, nos municípios do Soyo, Nzeto e Kuimba, para além de quatro unidades móveis que passam periodicamente em todos os municípios. Os centros ministram cursos práticos de alvenaria, carpintaria, mecânica, informática, frio, serralharia, electrónica, agricultura, artesanato e corte e costura.
Joana Pedro, 22 anos, frequenta o curso de corte e costura no centro móvel no município do Tomboco. Numa primeira fase fez o curso de electricidade. Aconselha os jovens desempregados a não desperdiçarem as oportunidades de formação que o Governo coloca à sua disposição, para evitar arrependimentos no futuro.
Joana Pedro reconhece que não é fácil o processo de aprendizagem, mas sublinha que com o sacrifício do formando e o rigor pedagógico e paciência dos formadores, qualquer um ultrapassa as dificuldades.
José Fernando, recentemente formado na especialidade de canalização em Mbanza-Congo, está confiante de que em breve vai aplicar na prática os seus conhecimentos, quando conseguir emprego como canalizador, de preferência numa empresa petrolífera no Soyo. Enquanto o emprego não chega, faz biscates na construção civil como pedreiro. 

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