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Cursos de língua portuguesa para os regressados do Congo

Mais de 1.050 quadros angolanos regressados da República Democrática do Congo (RDC) frequentaram cursos de língua portuguesa na província do Zaire, no período de 2010 e 2011, com vista a facilitar a sua reinserção no mercado de trabalho.

As acções formativas em curso visam facilitar a rápida reintegração na sociedade
Fotografia: Jornal de Angola

Mais de 1.050 quadros angolanos regressados da República Democrática do Congo (RDC) frequentaram cursos de língua portuguesa na província do Zaire, no período de 2010 e 2011, com vista a facilitar a sua reinserção no mercado de trabalho.
Em declarações ontem à Angop, o director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, António Domingos Nkita Margarida, disse que os cursos foram promovidos pelo sector, através do centro de formação local.
 O responsável afirmou que a acção formativa, cujos ciclos duram seis meses cada, contou com o financiamento do Organismo das Nações Unidas para os Refugiados (HCR), em parceria com a Organização Não-Governamental internacional “Save The Children”.
 Quanto ao processo de aquisição de equivalências por parte dos profissionais que se formaram em diversos ramos e níveis do saber no país vizinho, António Nkita ­Margarida revelou que a sua direcção tem feito o encaminhamento dos documentos escolares às entidades centrais. António Nkita disse que o processo de certificação dos estudos efectuados no exterior do país, por técnicos superiores, tem registado certa morosidade, o que atrasa a atribuição de equivalências.
 O responsável lembrou que o processo passa por uma série de etapas, desde a reitoria da Universidade Agostinho Neto, a embaixada do país onde foram realizados os estudos até à instituição que atribuiu os documentos.
 Estes passos são necessários para se evitar burlas e falsificação de documentos por parte dos requerentes, disse a fonte. António Nkita espera certa ponderação por parte do Tribunal de Contas que avalia os processos de ingresso à função pública, no concernente ao limite de idade, em relação aos angolanos que regressam da RDC.

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