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Defendida aceleração escolar

Kayila Silvina | Mbanza Congo

A presidente da Confederação Nacional das Associações de Camponeses e Cooperativas de Angola no Zaire defendeu ontem, em Mbanza Congo, a intensificação de aulas de alfabetização e aceleração escolar entre os membros da organização, para que estes possam compreender melhor a evolução técnica da actividade campesina na região.

Camponeses da região têm recebido muitos apoios para poderem aumentar a produção
Fotografia: Paulo Mulaza

Amélia Kalasi disse que as aulas de alfabetização vão servir para que os membros possam corresponder de forma efectiva com as políticas traçadas pelo Executivo, para o sector da Agricultura.
 A responsável defendeu ainda que a concessão de micro créditos aos camponeses deve constituir prioridade, para permitir o aumento da produção agrícola e contribuir na diversificação da economia a nível da região.
Um outro problema levantado por Amélia Kalasiela tem a ver com a necessidade de apoios em meios de transporte, com vista a permitir o escoamento de produtos agrícolas do campo para as principais zonas de consumo.
Amélia Kalasi solicitou  instrumentos de trabalho como tractores, catanas, enxadas, machados e sementes, no sentido da actividade campesina na região alcançar os resultados desejados. Em resposta às preocupações apresentadas pela União Nacional dos Camponeses de Angola (UNACA), o governador provincial do Zaire, José Joanes André, garantiu que estão criadas as condições para a construção de salas para aulas de alfabetização nas zonas de cultivo, desde que haja camponeses organizados em cooperativas agrícolas. 
Joanes André reconheceu o papel importante que a UNACA desempenha no sector da Agricultura, que é a base fundamental da dieta alimentar das famílias. O governador considerou que a província do Zaire dispõe de potencialidades para a auto-suficiência alimentar, daí defender a necessidade de aumentar cada vez mais as capacidades de produção.
Neste momento, a UNACA, na província do Zaire, controla um total de 156 associações e 78 cooperativas de camponeses.

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