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Defendidas acções de educação sexual a nível das escolas

A redução do índice de gravidez precoce passa pela promoção de acções de educação sexual nas escolas, defendeu ontem em Mbanza Congo a directora da escola do ensino secundário Sagrado Coração.

Inês Mateus Diogo admitiu à Angop que muitas adolescentes engravidam por falta de informação em matéria de sexualidade, facto que coloca em risco a sua saúde e consequente abandono dos estudos.
Inês Diogo considerou fundamental o diálogo permanente entre pais e educandos, no que toca à abordagem de matérias referentes aos riscos de uma vida sexual irresponsável e de gravidez precoce.
A directora informou que a escola há dois anos implementa um programa denominado “diálogo aberto e inclusivo”, envolvendo alunos e encarregados de educação, abordando questões que se prendem com a sexualidade na adolescência.
Tal iniciativa permitiu a redução significativa de gravidez precoce no seio das alunas do estabelecimento de ensino.
Inês Mateus Diogo lembrou que há dois anos a escola Sagrado Coração registava uma média anual de 15 casos de gravidez precoce, que resultavam em desistência nos estudos. Com a implementação deste programa, a média baixou para dois casos por ano.
A directora dada escola do ensino secundário Sagrado Coração  sugeriu encontros periódicos entre várias instituições de ensino para o diálogo e troca de experiência no domínio da educação sexual, com o envolvimento da direcção da Família e Promoção da Mulher.

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