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Detido na província do Zaire homem com 200 mil dólares

A Polícia Nacional anunciou ontem a detenção de um homem na posse de duzentos mil dólares na fronteira norte entre Angola e a República Democrática do Congo (RDC), que tinha como destino Luanda.

Polícia utilizou cães para a operação que culminou com a apreensão do dinheiro
Fotografia: Garcia Mayatoko | Edições Novembro

Segundo o intendente Sebastião dos Santos, chefe do comando da unidade da polícia fronteiriça, a detenção do indivíduo, de nacionalidade angolana, ocorreu no posto fronteiriço do Luvo, perto de Mbanza Kongo, capital da província do Zaire.
Sebastião dos Santos disse que o homem transportava o dinheiro de forma camuflada e que foi possível detectar-se o montante com o auxílio da brigada canina.
O detido, que diz ser comerciante, referiu que o dinheiro é resultado da comercialização de açúcar para uma empresa na RDC, cujo pagamento foi efectuado em Kinshasa. “Estava a sair do Congo para Angola, estava a andar com uns valores um pouco elevados, fui interpelado aí na ponte. É a primeira vez, mas vendo sempre na praça do Luvo, não tinha como fazer, porque não tenho um banco para depositar o dinheiro no Congo e poder levantá-lo aqui em Angola”, disse o suspeito, em declarações à imprensa.
Além dos 200 mil dólares, a Polícia de Guarda Fronteira apreendeu quantidades avultadas de medicamentos e um camião cisterna de combustível.
O chefe do comando da unidade da polícia fronteiriça afirmou  que  os medicamentos, provenientes da RDC, destinavam-se ao município do Kuimba, onde seriam comercializados, ao passo que o combustível, que saiu de Luanda, tinha como destino a República Democrática do Congo, onde seria comercializado. O intendente Sebastião dos Santos assegurou que a polícia vai intensificar as acções destinadas a combater o contrabando, o branqueamento de capitais e todo o tipo de crimes. 
Angola enfrenta desde finais de 2014 uma crise financeira e económica, com a forte quebra das receitas de exportação de petróleo devido à redução da cotação internacional do barril de crude, levando ainda a uma forte quebra na entrada de divisas no país e a limitação do acesso a moeda estrangeira aos balcões dos bancos, dificultando nomeadamente as importações.
A entrada no país com valores acima de 5.000 dólares, para não residentes cambiais, e de 10.000 dólares, para residentes cambiais, obriga à sua declaração à alfândega, no posto de fronteira.

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