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Distribuição de gás natural ganha incentivos no Zaire

Jaquelino Figueiredo| Soyo

O projecto Falcão, destinado à construção de uma unidade de recepção e distribuição de gás (URDG) e do respectivo gasoduto de 20 polegadas de diâmetro e 8,5 quilómetros de extensão foi apresentado às autoridades administrativas da cidade do Soyo, na província do Zaire, pela Sonangol Gás Natural (Sonagás), uma das subsidiárias do grupo Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol EP).

A primeira fase do referido projecto, orçado em cerca de 97 milhões de dólares e que vai ser implementado no bairro Kintambi, numa extensão de um hectare, a sudoeste da cidade do Soyo, tem como foco principal a construção de uma infra-estrutura terrestre para receber, transportar e distribuir gás natural para o Ciclo Combinado do Soyo.
O gasoduto a ser construído vai, numa primeira fase, transportar 115 milhões de pés cúbicos de gás natural, provenientes da unidade de processamento do Angola LNG, para a URDG e esta, por sua vez, fornecer à central eléctrica do Ciclo Combinado do Soyo, em construção na região, para geração de energia.
O início das obras de construção da futura URDG e do respectivo gasoduto, a cargo da empreiteira Andrade Gutierrez, está previsto para este mês, com a conclusão aprazada para Abril de 2017.
No futuro, com o aumento da produção do Angola LNG, a URDG prevê distribuir e fornecer mais gás natural como matéria-prima para outros projectos de natureza diversa na região e arredores, no sentido de alavancar o desenvolvimento da indústria petroquímica em Angola, a título de exemplo para a produção de fertilizantes, metanol e outros.
O presidente da Comissão Executiva (PCE) da Sonagás, Ruben da Costa, garantiu à imprensa o começo dos trabalhos, com a cerimónia de apresentação do projecto às autoridades administrativas do Soyo, precedida da bênção tradicional feita no local da futura URDG.
“O projecto já começou com esta apresentação e a bênção tradicional feita aqui. Neste momento, já temos a parte do projecto de engenharia praticamente concluída e temos ordens para trazer equipamentos como a tubagem e de tratamento para o Soyo e, ainda neste mês, começar-se a fase de instalação, com a conclusão prevista para o princípio de 2017”, assegurou.
De acordo com o PCE, durante a fase de construção, o projecto vai criar 300 postos de trabalho entre nacionais e expatriados e na fase operacional desce para cerca de dez funcionários permanentes, todos nacionais.
A administradora municipal do Soyo, Lúcia Tomás, considerou o projecto Falcão uma mais-valia para o país, uma vez que vai contribuir para a saída da crise financeira que Angola enfrenta, resultante do baixo preço do barril do petróleo no mercado internacional, concorrendo desta forma na diversificação da economia nacional, à semelhança do que acontece com os sectores da agricultura, pecuária, energia, pescas e não só.

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