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Educação financeira no currículo escolar

Fernando Neto | Mbanza Congo

As escolas da Província do Zaire vão ministrar aulas relacionadas com conteúdos financeiros, em resultado da assinatura,  em Mbanza Congo, de um acordo entre o Ministério da Educação e o Banco Nacional de Angola (BNA).

O projecto de inserção de conteúdos de literacia financeira no sistema de ensino angolano surge da necessidade de se elevarem os conhecimentos e capacidades das crianças, adolescentes e jovens do país na gestão das finanças pessoais.
O projecto, além do Zaire, está a ser  executado em escolas do I e II ciclos do ensino secundário de outras quatro províncias, Luanda, Lunda Sul, Namibe e Zaire.Adozinda Rodrigues Coelho, técnica do Ministério da Educação, que apresentou o projecto em Mbanza Congo, explicou que educação financeira traduz a capacidade do indivíduo de tomar decisões e adoptar comportamentos que melhorem o seu bem-estar financeiro.“O grau de literacia financeira de um povo é um importante factor de qualidade de vida, harmonia social e estabilidade económica”, disse a responsável, para adiantar que esta situação não depende do nível de rendimentos nem da escolaridade, bastando que se viva bem com o dinheiro que se tem.
Para a execução do programa, está prevista uma formação em Luanda a 20 professores que leccionam as disciplinas de língua portuguesa, francês, inglês, matemática e história da 7.ª à 10.ª classes.Adozinda Coelho disse que nessas disciplinas são introduzidas de forma pedagógica matérias ligadas ao equilíbrio financeiro, orçamento, poupança, decisões e cuidados ao comprar, consumo consciente, bancarização e economia.
Catarina Ferreira João, responsável do sector do planeamento do Banco Nacional de Angola, disse que a falta de educação financeira tem consequências nefastas.
Uma das consequências  dessa falta está relacionada com o desequilíbrio no orçamento doméstico, consumo excessivo, endividamento, doenças e problemas de relacionamento no lar. Catarina João considera uma boa educação financeira aquela que permite maior equilíbrio entre receitas e despesas.Nesta linha de pensamento, a responsável do Banco Nacional de Angola aponta o planeamento dos gastos, a formação de poupança, aproveitamento de oportunidades de negócio e a qualidade de vida como outros benefícios.

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