Províncias

Efectivos da Marinha de Guerra dão sangue ao hospital do Soyo

Jaquelino Figueiredo | Soyo

Um grupo de 25 efectivos da Região Naval Norte da Marinha de Guerra Angolana (MGA), no Zaire, deu ontem sangue no hospital do Soyo.
O comandante da Região Naval Norte, vice-almirante Valentim Alberto António, disse que o gesto, resultante de uma sensibilização dos efectivos, visou ajudar a diminuir as dificuldades que o hospital atravessa e a salvar mais vidas.

Um grupo de 25 efectivos da Região Naval Norte da Marinha de Guerra Angolana (MGA), no Zaire, deu ontem sangue no hospital do Soyo.
O comandante da Região Naval Norte, vice-almirante Valentim Alberto António, disse que o gesto, resultante de uma sensibilização dos efectivos, visou ajudar a diminuir as dificuldades que o hospital atravessa e a salvar mais vidas.
A alta patente da MGA salientou que a doação de sangue pelos efectivos locais daquele ramo das Forças Armadas tem sido regular e disse que há cerca de um mês, 40 membros do batalhão de fuzileiros navais da MGA também estiveram no hospital municipal do Soyo, para darem sangue.
O comandante Valentim António apelou aos demais ramos das FAA e à sociedade civil a seguirem o exemplo dos efectivos da MGA, uma vez que as unidades sanitárias se debatem com dificuldades em termos de sangue.
“Exorto os demais ramos militares e unidades paramilitares para que façam o mesmo que nós, porque amanhã talvez precisemos que alguém doe sangue para salvar as nossas vidas”, acrescentou.
O director geral do Hospital Municipal do Soyo, Miguel Pemba, considerou louvável o gesto dos efectivos da MGA.Miguel Pemba disse que o hospital do Soyo tem enfrentado várias situações que exigem transfusão.
Esta doação diminui o défice que o banco de sangue regista actualmente.
O médico disse que os casos de hemorragias pós-parto e as anemias provocadas pela malária são as principais questões que obrigam a recorrer a transfusões de sangue.
O bloco operatório é outra área do hospital que precisa de sangue para qualquer operação, disse Miguel Pemba, que salientou que o hospital vive sérios problemas de falta de sangue.

Tempo

Multimédia