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Electrificação contempla 1.850 ligações domiciliares

Víctor Mayala | Soyo

Mil e 850 ligações domiciliares vão ser efectuadas durante a primeira fase de electrificação dos bairros periféricos da cidade do Soyo, província do Zaire, revelou hoje à imprensa o chefe do Núcleo de Baixa Tensão da Empresa de Distribuição de Electricidade (Ende) no Soyo.

Residências da cidade do Soyo antes sem electrificação estão agora abrangidas no programa inciado há dois anos
Fotografia: Adolfo Dumbo | Edições Novembro

José Filipe explicou que o processo decorre desde 2018 e já permitiu efectuar um total de 900 ligações domiciliares em alguns bairros periféricos, como O 1º de Maio, Paróquia, Nkungu-Yengele e Kami, onde foram instalados oito Postos de Transformação (PTs), cuja potência varia entre 250 e 630 KVAs.
“Neste momento estamos na ordem de 900 ligações domiciliares já efectuadas. Com estas ligações estamos a rondar os 10 mil clientes”, disse o responsável, para quem o processo de electrificação da cidade do Soyo e bairros periféricos permite aumentar o número de clientes da Ende a nível da região.
José Filipe avançou que, paralelamente, ao processo de electrificação, decorre também uma campanha de mobilização massiva de novos clientes, que estão já a celebrar contratos com a Ende, para o fornecimento de energia eléctrica.
Na segunda fase, cujo início acontece logo após ao desfecho da primeira, vão ser instalados 30 Postos de Transformação, que vão alimentar as zonas não abrangidas na fase anterior, além de permitirem a expansão da rede de fornecimento de energia eléctrica às populações locais. “Mesmo naqueles bairros em que o processo de electrificação já passou, nem todas as residências foram contempladas por serem extensos e populosos. São os casos dos bairros Kami e Paróquia, este último é o mais populoso do Soyo”, indicou.
Numa ronda efectuada pela nossa reportagem, foi possível aferir o sentimento de satisfação dos beneficiários, por estarem agora a viver uma nova realidade e que como disseram, ficaram para trás os constrangimentos provocados pela falta de energia nas suas casas, entre os quais as limitações na compra de alimentos perecíveis.
“Agora estamos bem com a energia em casa. Há tempos idos não podíamos assistir televisão por falta de energia eléctrica”, lembrou Felicidade Capaia, visivelmente satisfeito.
Teresa Marcelina, moradora do bairro Kami e que viu também a sua residência conectada à rede de distribuição de energia eléctrica, elogiou o trabalho que a Empresa Nacional de Distribuição de Energia está a desenvolver, consubstanciado na expansão da rede a nível da região.

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