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Empresa relança criação de gado no Luvo

Fernando Neto | Luvo

Mais de cem cabeças de gado bovino adquiridas da República Democrática do Congo (RDC) chegaram recentemente à fazenda das Organizações Topegel, na aldeia do Kienga, Mbanza Congo para relançamento da criação daquela espécie na região.

Empresa promete fornecer carne fresca às populações locais
Fotografia: Santos Pedro

Mais de cem cabeças de gado bovino adquiridas da República Democrática do Congo (RDC) chegaram recentemente à fazenda das Organizações Topegel, na aldeia do Kienga, Mbanza Congo para relançamento da criação daquela espécie na região.

O gado recém-chegado faz parte de um lote de 1400 cabeças que as Organizações TOPEGEL importam do mercado congolês, para reprodução e venda de carne fresca.
“Pretendemos com o projecto fazer com que a província do Zaire diminua a importação de carne congelada”, disse o proprietário da empresa.   
O projecto, referiu António Gourgel, vai ser desenvolvido por fases e que cada uma delas contempla a vinda para Angola de 350 cabeças. O gado que está a ser importado é da raça ndama, resistente à doença do sono.
O empresário acrescentou que o projecto vai ser desenvolvido apenas na comuna do Luvo, onde está localizada a fazenda Topegel, por ser o lugar da região com menor prevalência da mosca tsé-tsé.
Neste momento, referiu, prosseguem as negociações com alguns habitantes da região, pois a empresa pretende adquirir parcelas de terra para o alargamento da fazenda, que tem uma área de pasto de 16 quilómetros quadrados. 
O administrador comunal do Luvo afirmou a iniciativa da Topegel “é sinal evidente de que o país dá passos largos rumo ao desenvolvimento”.
O administrador comunal do Luvo, Inácio de Almeida, anunciou o início, em breve, na região, de um projecto de cultivo de banana e cana-de-açúcar, que vai ser coordenado pela Direcção Provincial da Agricultura.
“Temos o papel de incentivadores, para que apareçam mais pessoas a investir na região, porque a comuna do Luvo é detentora de terras férteis, onde podem ser produzidas várias culturas”, disse Inácio de Almeida.

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