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Escola Superior Politécnica com centenas de vagas

Jaquelino Figueiredo | Soyo

A Escola Superior Politécnica do Zaire, no Soyo, adstrita à Universidade 11 de Novembro, tem disponíveis, para o próximo ano académico, 660 vagas, distribuídas em cinco cursos, disse sexta-feira, ao Jornal de Angola, o responsável da área académica da referida instituição.

Escola Politécnica já colocou à disposição do mercado de trabalho centenas de técnicos que contribuem para o desenvolvimento da região
Fotografia: José Soares | Edições Novembro

De acordo com Joaquim Garcia Miguel, a instituição colocou à disposição dos candidatos apenas 660 vagas para os cincos cursos que ministra, em função da disponibilidade das infra-estruturas existentes.
“Temos previstas 660 vagas para 2017, sendo 360 para o período regular e 300 no pós-laboral, das quais 45 para o curso de Matemática, 150 para Pedagogia/Gestão Escolar e 190 para Ensino Primário, ao passo que, para as engenharias, temos 170 para Engenharia Informática, 60 para a Engenharia Mecânica e 45 para a Organização e Manutenção Industrial”, acrescentou.
As inscrições dos candidatos, como referiu, estão lentas, mas acredita-se que antes dos exames de acesso, a decorrerem entre o dia 30 do corrente mês a 6 de Fevereiro, venham a crescer.
“Considero a procura até ao momento muito fraca, situação que acredito estar na base da crise financeira que assola o país. Espero que aumentem, ao longo do período de inscrições, que vai até ao próximo dia 21, uma vez que os exames serão efectuados de 30 de Janeiro a 6 de Fevereiro”.
Joaquim Garcia Miguel disse ainda ao Jornal de Angola que, em termos de instalações, as condições estão criadas para o arranque do ano académico de 2017, apesar de existirem algumas dificuldades em termos de móveis, nomeadamente carteiras e mesas ou secretárias, armários e aparelhos de ar-condicionado, situação que acredita será ultrapassada antes do início das aulas, em Março próximo.
“As instalações estão conservadas, requerem-se alguns meios, material consumível, móveis, bem como a substituição e aumento de carteiras, uma vez que as que existem são de 2011 e 2013, que se foram deteriorando ao longo do tempo”, frisou.
No concernente aos laboratórios que dão suporte à formação dos candidatos à licenciatura naquela escola superior, Joaquim Garcia Miguel disse existirem, mas que requerem apetrecho, no sentido de corresponder com as exigências do mundo de hoje. “Em termos de laboratórios, existe um de informática, um de mecânica, com máquinas avariadas, que servem de meios de investigação para os cursos técnicos que temos, mas requerem modernização para a formação de qualidade que se pretende”.
De acordo com Joaquim Garcia Miguel, a Escola Superior Politécnica do Zaire dispõe ainda de um laboratório para o curso de organização e manutenção industrial, que também precisa de aparelhos novos no sentido de corresponder com as investigações que se fazem no ramo. “Nós temos vindo a convidar os professores e técnicos que temos, principalmente os cubanos pela experiência que sustentam, no sentido de nos trazerem laboratórios virtuais com vista a simular experiências dentro das salas”.

Biblioteca e laboratórios

A Escola Superior Politécnica do Zaire dispõe igualmente de uma biblioteca, no bairro Kintambi, onde existem diversos livros da área de ciências da educação e cursos técnicos. Para a melhor formação de quadros na província, Joaquim Garcia Miguel solicita ajuda às empresas petrolíferas e aos empresários em termos de equipamentos diversos para apetrechar os laboratórios, bem como mais livros para a biblioteca da única instituição de ensino superior existente no Soyo.
“A ajuda pode ser em meios usados, mas que podem servir para a investigação, sobretudo no curso de organização e manutenção industrial. Solicitamos apoio das empresas petrolíferas em termos de equipamentos diversos, bem como na absorção dos nossos quadros. Na área de educação temos fornecido quadros para diversos níveis de ensino na região, desde 2015”.
No tocante ao corpo docente, aquele responsável disse enfrentarem algumas dificuldades, uma vez dependerem de expatriados cubanos e de alguns nacionais, cujo quadro tem sido complementado por colaboração de técnicos formados localmente pela instituição.
“Nós temos um quadro docente constituído por nacionais e expatriados mas, por imperatividade do trabalho e por necessidade, a escola sentiu-se na obrigação de contratar colaboradores nacionais, muitos dos quais formados pela nossa instituição, para minimizar as dificuldades”.
O responsável pela área académica da Escola Superior Politécnica do Zaire considerou favorável o ano académico de 2016, em termos de rendimento dos estudantes.
De salientar que, desde a sua abertura, a Escola Superior Politécnica do Zaire outorgou diplomas a 153 estudantes, dos quais 45 licenciados em Pedagogia, na opção de Gestão Escolar, 33 em Ensino Primário, 52 em Matemática e 23 em Engenharia Informática.

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