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Escolas do Soyo com mais alunos

Jaquelino Figueiredo | Soyo

O Governo Provincial do Zaire vai continuar a apostar na construção de escolas, com vista a diminuir o número de crianças fora do sistema normal de ensino, estimado em cerca de 15 mil.

A construção de estabelecimentos contribui significativamente para a redução do número de alunos que têm aulas em escolas improvisadas
Fotografia: Domingos Cadência

O director provincial da Educação, Domingos Margarida Nkita, assegurou que o número de crianças fora do sistema de ensino vai reduzir significativamente em breve, com a inauguração de mais escolas ao longo deste ano.
Domingos Nkita salientou igualmente que a construção de escolas vai contribuir para que baixe a quantidade de alunos que recebem aulas em locais improvisados, como igrejas e debaixo de árvores.
A cidade do Soyo conta, desde a semana passada, com duas novas escolas do ensino primário, reabilitadas e ampliadas, no sentido de acolher mais alunos no presente ano lectivo.
As escolas, que foram inauguradas pelos governadores provinciais do Zaire, Joanes André, e do Cuando Cubango, Higino Carneiro, têm 20 salas cada.
A escola do ensino primário nº20, localizada no bairro Pungo, depois de reabilitada e ampliada, passou de três para 20 salas totalmente apetrechadas, tem laboratório, área administrativa e cantina escolar. As obras foram executadas em nove meses.
A escola do I ciclo número oito, foi igualmente reabilitada e ampliada, passando de quatro para 20 salas, contando igualmente com laboratório, campo desportivo e área administrativa. As obras foram executadas num ano. Na ocasião, os dois governadores plantaram árvores no recinto da escola do Pungo, procederam a entrega de material composto por mochilas, livros e cadernos. Também conviveram com os alunos durante a merenda escolar.
O governador provincial do Cuando Cubango, Higino Carneiro que efectuou uma visita de 24 horas ao município do Soyo a convite do seu homólogo, Joanes André, procedeu ainda à colocação das primeiras pedras para a construção de duas escolas primárias, uma na Missão Católica do Mpinda e outra no bairro 1º Maio. A futura escola da missão do Mpinda, a ser erguida no prazo de nove meses, vai dispor de 20 salas, dois laboratórios, igual número de salas de informática, anfiteatro e campo desportivo.
O pároco do Quicudo, Alexandre Tchikambi, considerou a Missão Católica do Mpinda recebe muitos alunos de todo o município, internos ou externos, desde a iniciação à oitava classe.  A outra infra-estrutura a ser construída é a escola primária “17 de Setembro” do bairro 1º de Maio. Vai substituir a antiga de três salas, já demolida, para dar lugar a uma de 17 salas, biblioteca, anfiteatro, sala de informática e campo desportivo. A conclusão das obras está prevista para Setembro.
O director da escola primária, Rafael Guido, está satisfeito com o projecto, uma fez que com a construção de uma nova escola, vai acabar o sofrimento dos professores e alunos que sempre trabalharam em condições precárias.

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