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Executivo elege seis acções para dinamizar o comércio

Fernando Neto | Mbanza Congo

Para o presente ano, o Executivo elegeu seis acções de impacto social para o Zaire no domínio do Comércio. A construção de novos mercados municipais em Mbanza Congo, Soyo e na comuna do Luvo (fronteira com a RDC), são acções que fazem parte do pacote do Programa de Investimentos Públicos aprovado para a região.

Isabel Fineza Keba garante que o comércio está a progredir e a criar novos empregos
Fotografia: Adolfo Dumbo

Para o presente ano, o Executivo elegeu seis acções de impacto social para o Zaire no domínio do Comércio. A construção de novos mercados municipais em Mbanza Congo, Soyo e na comuna do Luvo (fronteira com a RDC), são acções que fazem parte do pacote do Programa de Investimentos Públicos aprovado para a região.
O objectivo é desafogar e dar maior dignidade aos mercadores, bem como garantir melhores condições de sanidade aos produtos comercializados. Em Mbanza Congo as obras do novo mercado que arrancaram no mês passado evidenciam avanços consideráveis de execução.
Os novos mercados serão equipados com serviços modernos de frigoríficos para a refrigeração de produtos dos revendedores. Estão em construção 512 bancadas definitivas, 17 lojas comerciais, uma creche, padarias, pastelarias, alfaiatarias e sapatarias. No espaço adjacente ao mercado, decorrem também obras de construção de duas fábricas de gelo, três snack bares e cinco armazéns.
Isabel Fineza Keba, que responde pelo sector do Comércio, Hotelaria e Turismo, deixou claro que projecto semelhante está também em curso no município do Soyo, onde o número de habitantes e o movimento que possui no domínio económico justificam a implementação da acção.
Neste momento, referiu, está igualmente em fase de preparação um programa de reaproveitamento de zonas turísticas com potencial de desenvolvimento. Exemplo disso são a vila do Nóqui, banhada pelo rio Zaire, as grutas de Nzawevua e a zona onde situam-se as pedras sobrepostas na comuna da Musserra, sublinhou Isabel Keba.
Referindo-se ao sector de Hotelaria e Turismo, disse que o Zaire, nos últimos dez anos de paz, registou progressos notáveis, com o surgimento de novas infra-estruturas hoteleiras construídas de raiz, algumas das quais pelo governo e outras pelo sector privado.
Para sustentar a afirmação, a responsável indicou seis unidades hoteleiras existentes na região, entre elas um hotel com a categoria de quatro estrelas no Soyo, seguido de um de três estrelas em Mbanza Congo e os restantes quatro da categoria de uma estrela. Isabel Keba detalhou que o sector que dirige controla 12 pensões, oito situadas no Soyo, duas em Mbanza Congo, uma no Kuimba e outra no Nzeto, incluindo um aldeamento turístico construído no Soyo e um Aparthotel em Mbanza Congo. No tocante aos pontos de diversão e recreação, como conta, surgiram na região mais seis hospedarias, dez restaurantes, três cervejarias e um snack-bar, o que perfaz o total de 608 quartos e 763 camas registadas pelo sector hoteleiro.
A fonte afirmou que no domínio do comércio a província tem 1.219 estabelecimentos comerciais, subdivididos em dez grossistas (concentrados em Mbanza Congo e Soyo), 1.167 retalhistas e quatro outros de prestação de serviços.
Segundo ela, as unidades hoteleiras e similares existentes na região “ainda não satisfazem a procura destes serviços, pelo facto, convidamos os empresários interessados no sentido de prestarem valioso contributo na dinamização do sector comercial, hoteleiro e turístico da província”.

Comércio rural

A directora do Comércio no Zaire disse que o seu sector vai levar a cabo, em colaboração com a União Nacional dos Camponeses de Angola (UNACA) e o sector da agricultura, um projecto de potencialização de três cooperativas agrícolas com meios de transporte para melhorar o escoamento de produtos.
“Queremos incentivar o surgimento de empresários ou agricultores rurais que possam dar resposta ao processo de evacuação da produção agrícola, porque muitas vezes os produtos estragam nas fazendas e quintas”, adiantou.
Para facilitar a sua conservação, o governo construiu o entreposto do Nóqui, localidade que partilha fronteira com a província de Matadi, região do Baixo Congo, tida como um dos municípios do Zaire potencial produtor de citrinos, concluiu.

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