Províncias

Falta de laboratórios preocupa académicos

Jaquelino Figueiredo| Soyo

A falta de laboratórios para as aulas práticas preocupa as autoridades académicas, pois os estudantes da Escola Superior Politécnica no município do Soyo chegam ao fim dos planos curriculares sem a possibilidade de poderem aliar a teoria à prática, disse, no Soyo, o reitor da Universidade 11 de Novembro, afecta à Região Académica III, que abrange as províncias de Cabinda e Zaire.

Muitos estudantes chegam ao fim dos planos curriculares sem poderem aliar a teoria à prática
Fotografia: Jaquelino Figueiredo

João Fernando, que falou para os jornalistas no acto de encerramento da VIII edição das jornadas académicas e científicas na Escola Superior Politécnica do Zaire/Soyo, disse que a falta de conciliação dos conteúdos teóricos à prática devido à ausência de laboratórios específicos constitui um grande problema, uma vez que a instituição não reúne condições necessárias para que o binómio teoria-prática se efective.
“O momento de estágio é um dos grandes problemas que identificamos na nossa instituição, pois os estudantes terminam os seus planos curriculares meramente teóricos e nunca vêm chegar o momento para conciliarem o que aprenderam no plano teórico à prática”, acrescentou.
João Fernando afirmou que a criação de condições para se alterar o quadro nos próximos anos constitui uma luta do Governo angolano, através do Ministério do Ensino Superior, no sentido de ver-se criados laboratórios para que os estudantes passem a ter aulas práticas, após o fim dos planos curriculares.
Para não limitar os estudantes que terminam os cursos universitários, disse o reitor da Universidade 11 de Novembro, a instituição tem buscado parcerias com diferentes empresas do ramo petrolífero e de gás na região, para minimizar a dificuldade, uma vez que existe uma limitação de recursos financeiros.
“Essa é uma luta que nos propomos vencer, apesar das limitações de recursos financeiros. Nós temos de usar a criatividade e é assim que, por exemplo, temos feito recurso às instituições sedeadas aqui no Soyo, no caso da Angola LNG e a Base do Kwanda, para que nos possam ajudar neste sentido”, disse.

Recrutamento de docentes

“Temos contratos firmados com a Base do Kwanda, onde queremos criar condições para que os nossos estudantes do curso de Organização e Manutenção Industrial possam praticar, terminado o plano curricular”, afirmou João Fernando, para quem o mesmo esforço vai ser envidado com Angola LNG na perspectiva de “abrir-se um espaço para interacção onde os estudantes possam exprimir na prática o que aprendem na teoria”, assegurou. Por outro lado, a insuficiência de professores na Escola Superior Politécnica do Soyo constitui  um calcanhar de Aquiles, uma situação que data desde a Independência de Angola, considerou o reitor da Universidade 11 de Novembro, para quem as consequências desta situação se repercutem na qualidade de quadros.
“Temos muitos bons docentes, mas também temos alguns menos bons e nalgumas áreas até faltam, mas a luta vai continuar para se reverter o quadro”, salientou o reitor da Universidade 11 de Novembro.
João Fernando disse tratar-se de uma luta incessante e a solução passa pelo recrutamento limitado, tendo em conta os escassos recursos financeiros. “Ante estas dificuldades todas, temos um lema que é rigor na selecção, mas também solidariedade, portanto, vamos combinar essas duas valências, na perspectiva de servir cada vez melhor essa instituição, que é um espaço do saber”, frisou.

Tempo

Multimédia