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Falta prolongada de chuva compromete a agricultura

Jaquelino Figueiredo | Soyo

A ausência prolongada de chuva compromete o ano agrícola no Soyo, disse, ao Jornal de Angola, o chefe de secção da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.

A estiagem está a prejudicar diversas culturas como é o caso do milho e da mandioca
Fotografia: Jornal de Angola

A ausência prolongada de chuva compromete o ano agrícola no Soyo, disse, ao Jornal de Angola, o chefe de secção da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.
Luís Faustino lembrou que a primeira época agrícola, terminada em Dezembro, ficou comprometida por ter chovido apenas uma única vez e não no município todo.
Apesar das chuvas terem recomeçado em Março, referiu, não há hipóteses de se salvarem as culturas da primeira época por as sementes lançadas à terra terem ficado queimadas pelo sol. As culturas de mandioca, jinguba, milho, gergelim, feijão macunde e “outros produtos básicos”, lamentou, estão comprometidas.Luís Faustio disse que se cair “chuva suficiente” nos próximos dias deve ser feita uma redistribuição das sementes e que os camponeses, prevendo eventuais períodos de seca, devem optar pela agricultura mecanizada, com sistema de irrigação.
Na impossibilidade de se exercerem agricultura mecanizada, sugeriu, os camponeses devem procurar cultivar junto dos rios para aproveitarem a humidade e criarem um sistema de irrigação rudimentar, com abertura de valetas que transportem a água até às plantações.
António Simba, presidente de uma cooperativa, declarou, ao Jornal de Angola, que a actividade dos camponeses está comprometida, mas que tem está confiante nos resultados das plantações junto ao rio.

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