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Fuga à paternidade tende a aumentar

Kayila Silvina | Mbanza Congo

A directora provincial do Zaire do Instituto Nacional da Criança (INAC), Paula Cristina Coutinho, mostrou-se inquieta com o aumento de casos de fuga à paternidade, que afectam o bem-estar das crianças na região.

Paula Cristina Coutinho informou que, durante o ano passado, o INAC registou 177 casos de violência doméstica, dos quais 93 de fuga à paternidade, 16 de abandono de crianças, oito de falta de pagamento de alimentos, seis suspeitas de tráfico e cinco de crianças acusadas de feitiçaria.
Dos 93 casos de fuga à paternidade, a cidade de Mbanza Congo lidera a lista com 61, seguida dos municípios do Cuimba com 18, Soyo com oito, Nzeto e Tomboco com quatro e dois.

Acções de sensibilização

Paula Coutinho frisou que o fenómeno preocupa a sua instituição, que tem estado a sensibilizar a sociedade sobre a responsabilidade paternal na defesa e protecção dos direitos da criança e nas acções de advocacia em prol da concretização dos 11 compromissos da criança.
A responsável do Instituto Nacional da Criança  no Zaire pede a colaboração das comunidades, igrejas e demais organizações da sociedade civil na divulgação dos direitos da criança e na denúncia de todos os actos que atentam contra o seu bem-estar.

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