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Governador do Zaire garante solução em breve

Jaquelino Figueiredo | Soyo

O Governo Provincial do Zaire vai envidar esforços para que a questão da falta de laboratórios para os cursos de Organização e Manutenção Industrial e de Engenharia Informática, ministrados na Escola Superior no Soyo, seja resolvida brevemente.

Autoridades governamentais garantem esforços para a problemática da falta de laboratórios nas escolas do ensino superior ser solucionada
Fotografia: Mota Ambrósio

A garantia foi dada sexta-feira, no município do Soyo, pelo governador local.
Joanes André assegurou que a formação de quadros superiores é uma das principais apostas das autoridades provinciais, daí a preocupação para a criação de condições que viabilizem uma instrução de qualidade para os jovens. Neste sentido, o governador do Zaire promete envidar contactos para que se instalem o mais rápido possível os referidos laboratórios, com vista a propiciar uma melhor formação dos quadros que vão assegurar o desenvolvimento da província e do país.
Joanes André apelou aos jovens para se empenharem mais na formação e aceitarem, depois desta, a sua inserção em qualquer parte da região, para contribuírem para o progresso não só da capital da província, mas de todos os municípios, comunas, bairros e aldeias do Zaire.
O governador abordou o assunto em duas palestras, subordinadas ao tema “O desenvolvimento do Zaire é uma certeza”, sendo uma com a comunidade universitária, em que participaram igualmente autoridades eclesiásticas e tradicionais, e outra na Base Costeira da Região Naval Norte da Marinha de Guerra Angolana, com as forças de defesa e segurança.
Nas palestras, o governador provincial do Zaire deu a conhecer os esforços empreendidos pelo Executivo para a resolução dos principais problemas da população da região, tendo apontado os principais projectos de impacto socioeconómico em curso e já materializados.
No que toca ao sector da Educação, o governante avançou que foram construídas diversas escolas, do ensino primário ao superior, o que ajudou a diminuir em grande escala o número de crianças e jovens fora dos sistemas de instrução.
Sobre as preocupações pela carência, Joanes André disse aos jovens que as autoridades centrais levaram a cabo um programa habitacional, que visou a edificação de 200 casas em todos os municípios do Zaire, sendo que o Soyo foi contemplado com o dobro deste número, cuja inauguração está para breve.
O governador provincial considerou a agricultura como uma das maiores apostas para a diversificação da economia local, tendo em conta que o Zaire dispõe de terras aráveis e cerca de 30 rios potentes.
Por isso, apelou aos empresários e aos jovens empreendedores para apostarem neste sector. “O privado tem de investir na agricultura. O município do Tomboco, por exemplo, tem as maiores fazendas da província, o que significa que tem uma grande mão-de-obra”, referiu.
O governador provincial revelou que o município do Nzeto está a produzir muita fuba feita à base de mandioca, produto que está a ser levado para outras paragens, dada a sua qualidade, daí a necessidade de os produtores aumentarem as quantidades.
A província do Zaire, como explicou, tem igualmente potencialidades no mar, mas a sua exploração requer a comparticipação do sector privado quer nacional, quer estrangeiro, desde que os mesmos trabalhem dentro das normas estabelecidas legalmente pelo Executivo.
“Não temos nada para reclamar do nosso pescado, uma vez que existe aqui toda a espécie, tanto no mar como no rio Zaire, considerado o segundo maior do continente, em termos de caudal”, gabou-se o governador provincial.

Obras de vulto


Joanes André avançou que o Executivo está empenhado na execução de muitos projectos estruturantes, com destaque para a construção da central energética do Ciclo Combinado, do troço rodoviário Nzeto-Soyo, com cerca de 150 quilómetros de extensão, bem como da plataforma logística e do porto seco.
Além destas obras, que considerou de grande vulto, o governador destacou as de melhoria das vias urbanas em todas as sedes municipais, a construção de condomínios habitacionais e de um hospital de referência, em Mbanza Congo, com capacidade para mais de 300 camas.
Apesar dos progressos alcançados, nos últimos anos, Joanes André aceitou as críticas dos presentes na palestra, principalmente da necessidade de fazer-se ainda mais. “Temos ainda um trabalho intenso pela frente, mas não podemos tapar os olhos para deixar de ver as grandes realizações que conseguimos”, disse.

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