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Governo local quer relançar sector agrícola

Fernando Neto | Mbanza Congo

O Governo do Zaire entregou na aldeia do Voque, município do Nóqui, seis carrinhas a igual número de associações de camponeses da província, para facilitar o escoamento dos produtos do campo para a cidade.

O Governo do Zaire entregou na aldeia do Voque, município do Nóqui, seis carrinhas a igual número de associações de camponeses da província, para facilitar o escoamento dos produtos do campo para a cidade. Cada carrinha tem capacidade para transportar 3,5 toneladas.
O vice-governador para a Esfera Económica do Zaire, Alberto Sabino, destacou a importância do gesto e disse que as viaturas vão ajudar a fazer com que certos produtos não se estraguem nas áreas de cultivo, por falta de escoamento.
Os camponeses organizados em associações agrícolas receberam ainda enxadas, machados, catanas, semeadoras e limas.
Alberto Sabino salientou que o Governo Provincial desenvolve esforços para apostar na transição da cultura manual para a mecanizada, de modo a elevar os níveis de produção na região.
“Colocámos as primeiras pedras da construção de institutos médios agrários no Tomboco e Cuimba. Dentro em breve vamos fazê-lo aqui no Nóqui. Estamos hoje a entregar viaturas para facilitar o escoamento dos produtos e continuamos a trabalhar na melhoria das vias rodoviárias”, salientou o vice-governador. Alberto Sabino frisou que a passagem da agricultura manual para mecanizada obriga à construção de armazéns, destinados à conservação dos referidos produtos agrícolas. 
Mateus Felismino, presidente da cooperativa de Kafutuka do município do Tomboco, confessou a sua satisfação com a oferta das viaturase disse que a carrinha satisfaz um velho sonho. “Esperávamos por este meio desde há muito tempo. Em 2007, participámos na Filda, na província de Luanda, para a qual levámos uma batata inhame que pesava 50 quilos. Mas continuamos a sofrer por falta de transporte”, ressaltou o agricultor, que agradeceu o gesto do Governo Provincial. Mateus Felismino acrescentou que as culturas de beringela, repolho e pimenta, outrora abandonadas por falta de condições de escoamento, vão agora ser retomadas.
“Podemos produzir à vontade. Com transporte podemos vender em qualquer local. Vamos fazer um programa de escoamento dos produtos, de forma a apoiar também as outras cooperativas, tal como a­contece com os tractores postos à disposição dos agricultores, em cada município”, frisou Mateus Felismino.

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