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Idosos no Soyo recebem casas sociais

Jaquelino Figueiredo | Soyo e Maximiano Filipe | Benguela

Pelo menos dez famílias desfavorecidas beneficiaram sexta-feira de casas evolutivas do tipo T2, na cidade do Soyo, província do Zaire, no quadro da estratégia do Executivo angolano de combate à pobreza.

A entrega de casas aos cidadãos vulneráveis está enquadrada na política que visa minimizar as necessidades habitacionais dos cidadãos
Fotografia: Jaquelino Figueiredo

As referidas casas, entregues aos idosos pela Administração Municipal do Soyo, fazem parte de um lote de 60 habitações construídas na localidade do Cavuge, a cerca de 25 quilómetros da cidade do Soyo, com vista a atender também as vítimas da chuva.
O director da repartição municipal do Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente, Joaquim Dongo Kosi, disse que a entrega de casas “evolutivas” aos cidadãos vulneráveis enquadra-se na política do Governo angolano que visa minimizar as necessidades habitacionais dos cidadãos desfavorecidos e aqueles que perderam as suas casas através de um incêndio ou chuvas. “A política do Governo angolano é criar, cada vez mais, condições sociais para os cidadãos, com destaque para os idosos, pelo que a entrega de casas vai continuar, uma vez que o projecto contempla a construção de 60 habitações e o respectivo sistema de abastecimento de água potável”, acrescentou Joaquim Dongo Kosi.
De acordo com Joaquim Dongo Kosi, a falta de energia eléctrica não constitui um problema, uma vez que, com o projecto de electrificação em grande escala em curso, a nível da província do Zaire, através do sistema norte da Barragem de Cambambe, e do Ciclo Combinado do Soyo, a partir de Janeiro de 2017, o problema estará resolvido.
“A partir de Janeiro próximo começa a colocação de postes de distribuição de energia eléctrica a esta zona do Cavuge, através do sistema norte e vamos assim conferir aos idosos melhores condições de vida e aos demais que aqui vierem morar”, acrescentou.
O adjunto do soba da aldeia do Cavuge, Alberto André Helena, 54 anos, um dos contemplados com uma casa evolutiva de dois quartos e sala, agradeceu o gesto do Governo do Zaire, pelo facto de ter resolvido o problema habitacional que enfrentava há muito tempo. “Eu estou feliz, há muito que esperava este dia, que finalmente chegou, pelo que agradeço ao Executivo angolano. Por outro lado, peço ao Governo do Zaire para estender este gesto aos demais idosos, que também vivem dificuldades habitacionais, no sentido de poderem também ter uma casa própria”, apelou.
José Miguel Bartolomeu, outro idoso contemplado com uma casa, manifestou a sua satisfação e agradeceu o apoio do Governo.

Professores em Benguela

Um projecto de construção de residências vai ser implementado na província de Benguela, a partir do próximo ano, pelo Cofre de Previdência dos Professores Angolanos, com vista a colmatar o défice habitacional no seio da classe, anunciou sexta-feira o presidente da instituição.
Miguel Bongo deslocou-se a Benguela para junto da direcção provincial da Educação, Ciência e Tecnologia local efectuar o levantamento das necessidades reais dos associados naquela província. O projecto prevê, para Benguela, a construção de 500 casas sociais, sendo 200 para a primeira fase, que serão erguidas mediante a disponibilidade financeira.
O presidente do Cofre de Previdência dos Professores Angolanos disse que se trata de um projecto que conta com a parceria das administrações locais. Em Benguela, acrescentou, o programa habitacional baptizado por “Benguela-Sul”, está na sua fase inicial.
O projecto habitacional contempla para o município do Lobito a construção de 60 residências  sendo as restantes 140 construídas nos espaços preparados na zona de Benguela, para dar resposta à primeira fase do projecto das 200 casas.
O responsável informou que o projecto habitacional para os professores prevê, globalmente, a construção de 40 mil casas em quase todo o país, na base da melhoria de condições de acomodação condigna para os quadros do sector da Educação e suas famílias.
Quanto às modalidades de pagamento, o presidente da Caixa de Providência dos Professores Angolanos esclareceu que os beneficiários terão o privilégio de efectuar a liquidação total num período de 30 anos, o que corresponde ao desconto do ordenado mensal de12 mil kwanzas. Na zona do Zango, em Lunada, o projecto encontra-se a 80 por cento da sua execução.
Na sua visita à província de Benguela, o presidente do Cofre de Previdência dos Professores Angolanos manteve um encontro com o governador Isaac dos Anjos e participou no conselho de direcção alargado da Direcção Provincial da Educação, além de ter visitado o projecto de urbanização “Benguela- Sul”, na zona do Uche.
Ainda em Benguela, Miguel Bongo participou na cerimónia de assinatura de consignação do condomínio “ Monte Uche”, do governo provincial de Benguela, e visitou o município da Baía-Farta, onde manteve um encontro com o director municipal da Educação e a administradora local.
O Cofre de previdência dos Professores Angolanos é uma agremiação do sector da Educação, criada à luz da legislação em vigor no país, através da Lei 18/90 e datada de 27 de Outubro, cujos estatutos estão inseridos no Diário da República nº 195/14, III Série, de 9 de Outubro.

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