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Mais famílias da região têm acesso a energia

Victor Mayala | Mbanza Kongo

Pelo menos, 57 por cento dos agregados familiares do Zaire tem uma fonte de água apropriada para beber, segundo os resultados do Inquérito sobre Indicadores Múltiplos de Saúde, divulgados ontem, em Mbanza Kongo, pela responsável provincial do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

População satisfeita com o nível de desenvolvimento que a província tem vindo a registar
Fotografia: Daniel Benjamim | Edições Novembro

Dora Luzolo que apresentava os dados referentes do inquérito do período de 2015/2016, realizado pelo INE, em colaboração com o Ministério da Saúde, indicou ainda que os agregados familiares da área rural, com 59 por cento têm maior facilidade em adquirir água apropriada do que os da área urbana, com 56.
A responsável explicou que as fontes apropriadas incluem água canalizada dentro de casa ou de quintal ou da casa do vizinho, chafariz público, furo com motobomba, poço protegido, nascente protegida.
Em relação à electricidade a nível da província do Zaire, os dados do inquérito apresentados pela responsável do INE referem que apenas 35 por cento dos agregados familiares têm acesso a esse serviço. No Zaire, segundo o inquérito, dez por cento das mulheres e um dos homens não têm nenhum nível de escolaridade, sendo 41 por cento das pessoas do sexo feminino e outros 19 do género masculino têm nível primário, enquanto mais de um terço dos cidadãos frequentaram o ensino secundário, com 49 por cento ou superior, com 79.
A responsável do departamento provincial do INE disse que o inquérito se baseou na recolha de amostras  sobre as características de agregados familiares, relativamente a vários aspectos, entre os quais se destacam o acesso à água potável, instalações sanitárias, electricidade, posse de bens, escolaridade e emprego.
O relatório final indica a amostra, cujas entrevistas incidiram sobre pessoas de faixas etárias que variam entre os 15 e os 49 anos, para mulheres, e dos 15 aos 54 anos, para homens, além da biometria para mulheres, homens e crianças menores de cinco anos.
O documento refere que cerca de um em cada três agregados familiares a nível da província do Zaire é chefiado por mulheres, o que representa 30 por cento dos casos, numa altura em que 51 por cento da população tem menos de 15 anos, sendo que o tamanho médio dos agregados locais é 4,8 membros.Na cerimônia de apresentação, foram avançados dados globais da situação do VIH-Sida, relativamente a aspectos como prevalência, atitude, comportamento, teste e conhecimento sobre a doença.
O secretário do Governo Provincial do Zaire, António Félix Kialunguila, disse que muitos dos aspectos do inquérito encontraram já respaldo em projectos executados referentes à educação, saúde, energia eléctrica e água potável.
“São acções que contribuíram de forma significativa na melhoria de qualidade de vida das populações”, rematou o responsável do governo provincial.

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