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Mais habitações para a juventude

Jaquelino Figueiredo | Soyo

A distribuição das 400 casas sociais do tipo T3 do condomínio Kinganga Mavákala, erguidas pela Sonangol e suas associadas na cidade do Soyo, começou a ser feita quinta-feira, pelo Governo Provincial do Zaire, cabendo à juventude 30 por cento das residências.

Dezenas de jovens da cidade petrolífera do Soyo foram beneficiados com habitações
Fotografia: Jaquelino Figueiredo

O acto de distribuição, presenciado pelo governador provincial do Zaire, Joanes André, começou com a entrega de 120 residências sociais aos jovens entre os 18 e os 35 anos, através de rifas, critério que conferiu mais justeza ao processo.
Lúcia Tomás, administradora municipal do Soyo e presidente da comissão criada para a distribuição das casas, disse que o critério adoptado para a juventude veio conferir credibilidade ao processo.
“Nós sabemos que 400 casas sociais para o Soyo, com cerca de 127 mil habitantes, são insuficientes para atender à demanda”, acrescentou.
Segundo Lúcia Tomás, o referido projecto social vai minimizar os problemas vividos entre sogros e noras ou genros e vice-versa. “Esta centralidade vai ajudar a resolver a situação da falta de residências para os jovens casados, que viviam nas casas dos seus progenitores, com todas as consequências que advêm do relacionamento entre noras e sogros ou genros e sogros e vice-versa.
O preço de cada casa, segundo a administradora do Soyo, está avaliada em 4.000.000 de kwanzas, a pagar num período de 30 anos, numa modalidade de renda resolúvel e quem possuir o valor global pode liquidá-la a 100 por cento. Josefina Lufuma, 25 anos e funcionária aduaneira no Soyo, mostrou-se muito feliz ao ter conseguido uma casa social no projecto Kinganga Mavákala. “Estou muito feliz por ter conseguido a minha casa, que vai nos proporcionar um nível de vida muito melhor”, acrescentou.
Alice Leonor Kuala, bancária, que também beneficiou de uma casa social no Soyo, disse estar bastante alegre e augura que o seu bebé venha a nascer na casa nova. “Estou feliz pela casa, não esperava, tendo em conta a demanda, mas agradeço a Deus pela dádiva e acho que vou mudar-me já. Pelas condições do projecto, acho que vou ter o meu bebé na nova casa, pelo que estou muito feliz. Espero que o Estado continue com projectos do género, para abranger mais pessoas, sobretudo jovens”, apelou.

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