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Malária continua a matar no Zaire

Kayila Silvina | Mbanza Congo

A malária provocou a morte a 55 pessoas na província do Zaire, entre Janeiro e Março deste ano, disse ao Jornal de Angola o supervisor provincial do Programa de Luta Contra a doença.

A maior parte dos doentes optam pela auto-medicação e somente recorrem ao hospital já em estado crítico o que cria dificuldade aos técnicos de saúde
Fotografia: José Soares

Lukau de Oliveira disse que a direcção provincial da Saúde no Zaire, através dos centros de saúde, notificou 26.86 casos de malária, 55 dos quais resultarem em morte.
As regiões de Mbanza Congo e Cuimba são consideradas as mais endémicas, com 4.462 casos cada, Soyo com 3.870, Nóqui 3.417, o município do Tomboco com 3.660 e Nzeto com 2.875 casos de malária.
O supervisor provincial referiu que, no período em análise, o Programa de Combate à Malária distribuiu 4.700 mosquiteiros impregnados com insecticida às mulheres grávidas, idosos e crianças menores de cinco anos.
 Além disso, foram promovidos seminários dirigidos a quadros do ramo nos seis municípios da região, sobre o perigo que a malária representa para as comunidades.
Lukau de Oliveira disse que o Programa de Luta Contra a Malária continua empenhado na realização de campanhas anti-vectorial, com fumos extra e intra-domiciliares junto das comunidades da região.
Para conter a doença, pediu à população para evitar a auto-medicação, a acumulação de lixo e águas estagnadas ao redor das casas e considerou fundamental o uso do mosquiteiro tratado.
 “Vamos continuar  a realizar campanha de limpezas na nossa residências e nas ruas, assim como  evitar a acumulação de água, pois só assim será possível combater á malária”, disse.
O Programa de Combate à Malária no Zaire conta com o apoio da direcção Nacional da Saúde e da Organização Não-Governamental Mentor Iniciativa, que tem como vocação o combate e redução da malária em Angola.

Distribuição de mosquiteiros

Um total de 70.500 mosquiteiros impregnados vão ser distribuídos, ainda este ano, à população do município de Camacupa, na província do Bié, com vista a reforçar as medidas de prevenção contra a malária, numa iniciativa da Organização Não-Governamental Serviço Internacional para à População (PSI).
O coordenador do projecto de distribuição em Camacupa, Marcelino Yango, disse que acção vai abranger as comunas, embalas e aldeias mais longínquos da circunscrição.
O PSI está a trabalhar com o Governo de Angola para mitigar a proliferação de várias doenças que afligem a população, com destaque para a malária, que lidera o quadro das principais endemias. A Organização Serviço Internacional para a População (PSI) prevê, segundo o responsável, abranger 130 famílias diariamente na entrega de mosquiteiros impregnados.
 O município de Camacupa, 82 quilómetros a leste do Cuíto, possui uma população estimada em 164.622 habitantes, maioritariamente camponesa, servida por 12 unidades sanitárias, entre hospital,  centros médicos e sete postos.

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