Províncias

Mbanza Congo sob avaliação

Roque Silva |

Uma delegação da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) desloca-se amanhã à província do Zaire, para trabalhos científicos e arqueológicos em Mbanza Congo.

Ministra Rosa Cruz e Silva encabeçou a delegação angolana no encontro com responsáveis da Unesco para discutir a ascensão de Mbanza Congo a património mundial
Fotografia: Domingos Cadência

Uma delegação da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), composta por cinco especialistas, desloca-se amanhã à província do Zaire, para trabalhos científicos e arqueológicos em Mbanza Congo, no âmbito da preparação de um dossier para a inscrição e nomeação do Centro Histórico e Arqueológico da cidade na lista do Património Mundial da Humanidade.
Em conjunto com técnicos do Instituto Nacional do Património Cultural, a comitiva internacional vai analisar aspectos histórico-naturais e culturais, no sentido de certificar a autenticidade do Centro e avaliar se está em condições de ser considerado Património Mundial. Entre outros trabalhos, os peritos vão fazer a delimitação dos sítios e uma campanha arqueológica na cidade histórica.
Durante um encontro entre a ministra e o vice-ministro da Cultura, Rosa Cruz e Silva e Cornélio Caley, especialistas angolanos e a comitiva da UNESCO, o chefe do Departamento África, do Centro do Património Mundial, Lazare Eloundou-Assomo, disse que o trabalho será científico e rigoroso, por formas a comprovar o valor universal e excepcional do Centro Histórico e Arqueológico de Mbanza Congo.
Eloundou-Assomo disse que o valor universal excepcional define-se com base nos critérios do carácter intacto, ou autêntico, e de diplomas de protecção legal que protegem o sítio contra projectos que ameaçam a sua utilidade pelas gerações vindouras.
O responsável explicou que o Centro Histórico e Arqueológico de Mbanza Congo deve testemunhar uma arquitectura típica, que expressa uma tecnologia particular. Referiu ainda que “todos os estudos e escavações arqueológicas feitas no local e as decisões de protecção legal podem ser decisivos para a nomeação do sítio como Património Mundial”.
A autoridade cultural acrescentou que “as histórias que remontam antes do século XV, o período colonial, até às evidências de hoje, podem ser preponderantes”.
O Centro Histórico e Arqueológico de Mbanza Congo deve ser um sítio único no mundo, considerou. Disse ainda que o sucesso começa na mobilização nacional, pressionada pela história.
A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, disse à imprensa ser necessária a mobilização de todos os órgãos da sociedade, para a nomeação de Mbanza Congo como Património Mundial.
De acordo com a governante, Mbanza Congo reúne requisitos excepcionais que a comprovam como Património Mundial da Humanidade, tendo em conta os critérios solicitados pela UNESCO.
Hoje, é realizado um workshop, no Instituto Nacional do Património Cultural, soburdinado aos temas “Introdução à Convenção do Património Mundial de 1972”, “Processo de nomeação e objectos” e “Requisitos para o dossier de nomeação”. O prelector é o chefe do Departamento África do Centro do Património Mundial, Lazare Eloundou-Assomo.

Tempo

Multimédia