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Município do Cuimba está na via do crescimento

A quarta edição das festas da vila do Cuimba, na província do Zaire, que ontem completa mais um aniversário, foi aberta na quinta-feira, nesta localidade, em acto presidido pelo administrador municipal, Afonso Morais Kwedi.

Durante a sua intervenção, pediu aos munícipes para continuarem a cultivar os valores da solidariedade, assim como o apoio às autoridades administrativas na prossecução dos objectivos que visam desenvolver a localidade.
Aos pais e encarregados de educação pediu mais responsabilidade na educação dos filhos, incutindo-lhes valores morais, cívicos e comportamentais positivos.
Com uma extensão de 3.489 quilómetros quadrados, o município do Cuimba subdivide-se em quatro comunas: sede, Luvaca, Buela e Serra de Canda.
A população dedica-se fundamentalmente à agricultura de subsistência, com destaque para o cultivo da mandioca, milho, feijão, ginguba, entre outras culturas.

Munícipes do Soyo

Munícipes do Soyo, província do Zaire, mostraram-se indignados com o comportamento de pais e encarregados de educação que utilizam crianças como mão-de-obra. Afirmaram ser uma exploração da força de trabalho infantil por parte de certos pais e encarregados de educação, que confiam aos menores tarefas e serviços inerentes apenas aos adultos, por requererem maior capacidade física.
Para o funcionário público Mário João, ao usarem crianças para o comércio ambulante, carga e descarga de mercadorias, nas obras de construção civil e noutros serviços que requerem força humana, os adultos põem em causa o desenvolvimento harmonioso dos menores do ponto de vista físico, mental e espiritual.
 Lamentou, por isso, o facto de todos os dias se verem crianças “zungueiras” a comercializar produtos, em vez de estarem nas escolas. A estudante universitária Joana Paulo de Oliveira entende que as normas jurídicas angolanas, sobretudo os 11 compromissos assumidos pelo país, são claros em matéria de protecção e promoção dos direitos deste grupo alvo.
“É um dever e obrigação de cada família, da sociedade e do Estado considerar a criança  prioridade absoluta nas suas agendas”, frisou.

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