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Obras no Soyo abandonadas há dez anos

Jaquelino Figueiredo

As obras do novo edifício da Administração Municipal do Soyo, província do Zaire, encontram-se abandonadas pelo empreiteiro há mais de dez anos, soube ontem o Jornal de Angola.

Administradora do Soyo, Lúcia Tomás
Fotografia: DR

O edifício, de dois andares, que havia sido projectado pelo Ministério da Administração do Território e Refor-ma do Estado (MATRE), cuja obra devia ser executada por um empreiteiro contratado a partir de Luanda, com identidade não revelada, foi simplesmente abandonado, em fase conclusiva.
A administradora do Soyo, Lúcia Tomás, disse que a conclusão das obras do novo edifício para albergar os serviços ligados à Administração Municipal não são de responsabilidade local, muito menos do Governo Provincial.
Questionada sobre a posição do MATRE, Lúcia Tomás fez saber que a Administração Municipal não dispõe de informações concretas sobre o que fez com que o empreiteiro abandonasse as obras.
“A forma como estamos a trabalhar, aglomerados num só sítio e outros distribuídos em outras áreas, embaraça o trabalho. Se tivéssemos o nosso edifício pronto, todos funcionários estariam devidamente acomodados, o controlo seria eficaz e traria mais dignida-de aos servidores e maiores benefícios aos utentes”, rematou. A obra, na baixa da cidade, tem servido de refúgio e/ou dormitório para meliantes e dementes.

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