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Obras vão facilitar mobilidade no Soyo

Jaquelino Figueiredo | Soyo

Os projectos de impacto social do município do Soyo, província do Zaire, orçados em mil milhão e 212 milhões de kwanzas, vão ser executados até final do ano em curso, informou hoje ao Jornal de Angola a administradora local, Lúcia Tomás.

Principais ruas da cidade do Soyo e mais infra-estruturas diversas vão beneficiar de obras de reabilitação
Fotografia: Joaquelino Figueiredo | Edições Novembro | Soyo

Segundo a responsável, a verba vai ser cabimentada através de uma rubrica enquadrada num Programa Integrado e Intervenção dos Mu-
nicípios, de iniciativa presidencial, que visa satisfazer as necessidades básicas dos cidadãos em todo país.
Lúcia Tomás disse que, para o município do Soyo, foram aprovados 12 acções ou projectos que devem ser executados a breve trecho, das quais se destacam as obras nas vias principais entre a sede e as comunas, para facilitar a circulação de pessoas e o escoamento de produtos produzidos localmente.
“Estamos a dar prioridade às obras que visam facilitar a mobilidade entre a sede e as comunas, com destaque para a região do Quelo, onde tem uma ponte destruída há 36 anos. Estamos também a fazer terraplenagem da estrada que liga à cidade do Sumba e a região da Pedra do feitiço, com uma extensão de 145 quilómetros. A via Mangue Grande/Quelo e Quelo/Sumba está a ser reabilitada,” detalhou a administradora.
Lúcia Tomás disse que brevemente vai ser instalado uma ponte metálica sobre o rio Luculo, na comuna do Quelo.“Com esta infra-estrutura, o trajecto que é feito actualmente do Soyo para o Quelo, de 130 quilómetros, vai ser encurtado pela me-tade. Trata-se de mais uma via que está encerrada há de 36 anos. Portanto, já temos a ponte e brevemente vamos instalar para facilitarmos a mobilidade dos habitantes das comunas do Quelo, Mangue Grande, Pedra do Feitiço e Sumba”, garantiu.
“As obras de terraplenagem das vias que ligam a sede municipal às comunas do Sumba, à Pedra do Feitiço, e à região da Mangue Grande, ao Quelo, vão começar tão logo as verbas estejam disponibilizadas. São obras que vão facilitar a deslocação de pessoas e mercadorias do campo para a cidade e vice-versa”.
“Os trabalhos de terraplenagem”, prosseguiu, “vão começar da sede do município às comunas, ou seja, do Sumba até a Pedra do Feitiço, da Mangue Grande até ao Quelo, além da via do Lunuango, onde vai ser instalada uma ponte metálica. A terraplenagem não satisfaz, na sua plenitude, as necessidades de circulação de pessoas e bens, mas vai suavizar as dificuldades dos cidadãos no que toca ao escoamento dos produtos agrícolas do campo para a cidade”.
A administradora municipal disse que “o normal seria asfaltar as referidas vias, mas atendendo a crise financeira que assola o país, a alternativa é a terraplenagem até que hajam verbas suficientes”.
A construção de pequenas pontes danificadas, escolas, um centro médico, aquisição de meios mecanizados, para alavancar a agricultura familiar, bem como outras obras que visam a melhoria do saneamento básico, constam das prioridades da administração municipal do Soyo. “Constam ainda nas nossas prioridades, a reabilitação dos pontecos que estão danificados, a construção de uma escola com 12 salas de aula, na sede do Soyo, uma outra escola com sete salas, na comuna do Quelo, e a construção de um centro médico, com 30 camas na via Mongo-Soyo”, avançou.
O sector agrícola, segun-do a responsável, também consta nas prioridades do município. “No nosso município a agricultura é subsistência, e feita de forma rudimentar. Portanto, pretendemos adquirir tractores para serem distribuídos às associações e cooperativas”, disse Lúcia Tomás.

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