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Pesca ilegal causa muitos prejuízos aos pescadores da comuna do Kinzau

Jaquelino Figueiredo|Soyo

Embarcações de grande porte estão a arrastar as redes dos pescadores artesanais ao longo da costa marítima da comuna do Kinzau, com consequências graves para a vida socioeconómica da região, disse, ao Jornal de Angola, o administrador comunal.

Pescadores e membros da Administração municipal durante o encontro que debateu a questão da pesca ilegal na comuna do Kinzau
Fotografia: Jaquelino Figueiredo

Embarcações de grande porte estão a arrastar as redes dos pescadores artesanais ao longo da costa marítima da comuna do Kinzau, com consequências graves para a vida socioeconómica da região, disse, ao Jornal de Angola, o administrador comunal.
Policarpo Bongo fez a acusação à margem do encontro provincial da Direcção das Pescas, realizado na quarta-feira, em que participaram 50 pescadores artesanais dos municípios do Soyo, N’zeto e Tomboco.
O administrado frisou que as embarcações industriais estão a causar graves prejuízos à região, cujos habitantes dependem da pesca. Desde Abril, referiu, foram arrastadas cerca de 800 redes de pescadores artesanais.
“As embarcações de grande porte violam sistematicamente as oito milhas reservadas à pesca artesanal e dificultam a vida da comuna, onde a população não consegue praticar actividade agrícola por escassez de chuvas, pelo que têm a pesca como ‘tábua de salvação’”, acrescentou.
“Não sabemos o que fazer para apreensão, em termos legais, de tais embarcações porque os infractores actuam pela calada da noite, o que impossibilita visualizar a matrícula das mesmas”, lamentou.
Policarpo Bongo disse acreditar que, com a realização do encontro – em que foram tratadas, entre outros, temas relacionados com “organização da actividade de pesca artesanal na província”, “obrigações na actividade pesqueira de acordo com a Lei” “o pagamento de licenças” e “amostragem de capturas” - se vão encontrar soluções para o problema.
O representante provincial para área de Inspecção e Fiscalização Piscatória do Zaire, Simão Amélia, garantiu que a situação, que “ocorre quase em toda extensão marítima”, tem os dias contados com aquisição de meios técnicos, que vão permitir melhor vigilância.
A província do Zaire, revelou, vai ser contemplada com duas embarcações de fiscalização, de grande porte, que começam a funcionar dentro de pouco tempo e “podem permanecer até 30 dias no alto mar”.

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