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População em risco de beber água imprópria

Jaquelino Figueiredo| Soyo

A falta de protecção ao redor da Estação de Tratamento de Água (ETA) na cidade do Soyo, na província do Zaire, coloca em risco a vida de milhares de cidadãos da região, situação que preocupa as autoridades locais.

Estação com falta de protecção
Fotografia: Francisco Lopes

O vice-governador para a Esfera Económica, Alberto Sabino, que visitou as infra-estrutura da ETA, a cerca de 15 quilómetros da cidade do Soyo, mostrou-se preocupado com o que viu, tendo orientado a vedação de todo o perímetro da rede de distribuição de água.Os trabalhos de vedação vão estar a cargo da empresa Construsoyo, que também vai assumir o tratamento e análise diária da água.
O centro de captação e tratamento de água do Soyo é assegurado por apenas dois efectivos da Polícia Nacional, que também protegem os estaleiros da Sino-hidro, localizados no mesmo raio de acção, situação que deve ser revertida nos próximos dias, tendo em conta a importância daquela infra-estrutura. A avaria de uma das duas bombas, em Junho último, com capacidade para bombear 150 metros cúbicos de água/hora, do rio Nvuembanga para a Estação de Tratamento, localizada a cerca de dois quilómetros da fonte, restringiu para 50 por cento a produção e fornecimento do precioso líquido às populações da cidade do Soyo.
De acordo com o administrador adjunto do Soyo, Gonçalo António, a avaria de uma das duas bombas, que reduziu drasticamente a capacidade de produção, associada à limitada capacidade do tanque de apenas 30 metros cúbicos, que facilita a distribuição por sistema de gravidade, veio agravar a já complicada situação de fornecimento de água potável às populações do centro da cidade.
Para dar solução ao problema, referiu, foi adquirida uma nova bomba de 150 m3 de capacidade, a ser instalada em breve pela empresa Construsoyo, no sentido de repor os níveis de produção e distribuição de água às populações.
“Neste momento, temos já uma bomba nova com a mesma capacidade para substituir a antiga para fornecermos água às populações na ordem dos 300 metros cúbicos/hora, apesar de que não vamos resolver a situação na sua totalidade”, salientou.O administrador adjunto do Soyo disse que o governo do Zaire está a envidar esforços para aumentar a capacidade de fornecimento de água, tanto no que diz respeito à produção como ao seu tratamento, o que passa pela montagem de uma nova conduta de 500 metros, contra a de 300 actual.
A Estação de Tratamento de Água (ETA) do Soyo dispõe de dois reservatórios com capacidade de 1.060 metros cúbicos cada. Um terceiro está colocado na subestação da cidade, também com 1.060 m3. A torre elevada de distribuição tem capacidade para apenas 30 m3 de água.

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