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Pouca adesão no Zaire às consultas pré-natais

Kayila Silvina | Mbanza Congo

O nível de assiduidade de mulheres grávidas às consultas pré-natais na maternidade do Hospital Central do Zaire é ainda muito baixo, disse ontem, em Mbanza Congo, a directora da instituição.

Directora da maternidade Maria Neves
Fotografia: Adolfo Dumbo | Mbanza Congo

Maria Neves realçou que esta situação e a chegada tardia das parturientes à maternidade já tinham sido apontadas como as principais causas das mortes materno-infantis registadas durante o primeiro trimestre deste ano.
A técnica de saúde informou  que, nos primeiros meses deste ano, a maternidade do Hospital Central do Zaire assistiu 738 partos, dos quais 110 por cesarianas, e as complicações pós-parto resultaram em 30 nados mortos. Foram também registados  48 abortos e 12 partos de gémeos.
Maria Neves disse que os técnicos de saúde da  unidade hospitalar efectuaram o corte de transmissão vertical, um método que impede a passagem do vírus de HIV/Sida de mãe para bebé, em oito parturientes.
A directora da maternidade advogou o reforço das acções de educação da população em matéria de saúde reprodutiva, visando não apenas reduzir os índices de mortes materno-infantis, mas também evitar gravidezes precoces. A técnica de saúde repudiou o comportamento incorrecto de algumas mulheres que, durante a gestação, não vão regularmente às consultas pré-natais, para saber do estado evolutivo do feto. Maria Neves aconselhou  as mulheres em idade fértil a irem às consultas de planeamento familiar, e abdicarem da automedicação com contraceptivos.
A directora da maternidade acrescentou que a automedicação pode provocar complicações nas gravidezes subsequentes e, até mesmo a infertilidade, nalguns casos.
A maternidade do Hospital Central do Zaire funciona com dois médicos especialistas em ginecologia e pediatria e dez enfermeiros.

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