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Reforçada luta contra a doença do sono

Fernando Neto | Mbanza Congo

Um total de 20 mil armadilhas para a captura da mosca tsé-tsé está a ser instalado em vários pontos do município de Mbanza Congo, Zaire, desde segunda-feira, pelo Instituto de Combate e Controlo da Tripanossomíase (ICCT).

Equipas de técnicos sanitários continuam a envidar esforços para diminuir os casos de tripanossomíase a nível daquela parcela do país
Fotografia: AFP

A campanha contra a tripanossomíase está a ser dirigida por uma equipa técnica, liderada pelo director nacional do ICCT.
Josenando Teófilo considerou o município de Mbanza Congo como uma das áreas endémica, onde a prevalência da mosca tsé-tsé provocou muitas mortes, sobretudo na década de 80 até 90. Prova disso, argumentou, algumas vilas situadas nos arredores desta região ficaram completamente desabitadas, em função da invasão da mosca nesse período. 
A primeira campanha de combate à doença foi feita em Mbanza Congo, em 1986, com participação do inventor da armadilha. A doença representou, nos anos 80, a principal causa de mortalidade na região.
O director nacional do ICCT, também especialista na cura da doença, informou que os estudos realizados indicam que a partilha de fronteira entre o município de Mbanza Congo e a República Democrática do Congo, onde a presença da mosca se faz sentir em grande escala, está na origem da região ser a mais endémica do país.  A redução da propagação da doença do sono, salientou, resulta da realização de campanhas combinadas entre a região do Baixo Congo (RDC) e a zona Norte de Angola.         
A campanha contra a doença do sono, que prevê dez dias de trabalho, destina-se a averiguar a situação epidemiológica da tripanossomíase e verificar a prevalência de moscas em Mbanza Congo e arredores. Neste momento, disse o responsável, estão mobilizadas oito equipas móveis, compostas por 200 agentes de saúde, entre médicos, técnicos e jovens voluntários. A operação vai envolver 30 viaturas, nove das quais vão ser transformadas em  clínicas móveis para exames e assistência médica.O director-geral do ICCT referiu que a situação no país continua preocupante, por se tratar de uma doença mortal quando não é tratada atempadamente e recordou as ocorrências de 1974, quando apenas foram registados, a nível nacional, três casos de tripanossomíase.
Infelizmente, disse, o quadro actual é preocupante e os dados indicam o registo, no país, de 200 novos casos.

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