Províncias

Regressados da RDC aprendem português

Victor Mayala| Mbanza Congo

Mais de 500 cidadãos angolanos expulsos compulsivamente, no ano passado, da República Democrática do Congo (RDC), frequentaram um curso de língua portuguesa para facilitar a sua inserção no mercado de trabalho na província do Zaire.

O português é escencial para o ingresso no mercado do trabalho
Fotografia: Kindala Manuel

Mais de 500 cidadãos angolanos expulsos compulsivamente, no ano passado, da República Democrática do Congo (RDC), frequentaram um curso de língua portuguesa para facilitar a sua inserção no mercado de trabalho na província do Zaire.
O curso, promovido pela ONG “Save the Children” e financiado pelo Alto Comissariado para os Refugiados, teve a duração de seis meses e foi desenvolvido nos municípios de Mbanza Congo e Kuimba.
Ontem, no acto de encerramento em Mbanza Congo, os participantes, muitos deles técnicos superiores em distintas áreas formados na RDC, onde a língua oficial é o francês, agradeceram, através de uma mensagem, o gesto da Save the Children por lhes ter dado a oportunidade de aprenderem português.
Esta formação, segundo eles, vai facilitar a sua comunicação e inserção na função pública para contribuírem, da melhor maneira, nas tarefas de reconstrução do país. />O coordenador do projecto, Paulo Pedro Maria, em representação do director provincial da Educação do Zaire, disse que a realização da acção formativa traduz o esforço que o governo tem vindo a desenvolver no sentido de mitigar o sofrimento dos compatriotas expulsos da RDC.
“Agora que estão na vossa própria terra, cabe ao Estado proporcionar condições mínimas para poderem viver de maneira condigna, humana e sem barreiras”, disse o responsável, sublinhando que, nos próximos dias, vai ser enviada uma lista nominal onde constam também os dados profissionais dos formandos para que possam arranjar emprego, no próximo ano.
O responsável disse que o governo local está, neste momento, a trabalhar para fazer com que os concidadãos em causa possam adquirir as equivalências dos seus diplomas académicos, para permitir o enquadramento dos que têm formação no ramo no sector da Educação.

Tempo

Multimédia