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Reitoria defende combate à corrupção

Jaquelino Figueiredo | Soyo

O reitor da Universidade 11 de Novembro, Nkianvu Ntamu, apelou, ontem, na cidade do Soyo, capital da província do Zaire, o combate enérgico aos actos de corrupção naquela instituição de ensino superior, com vista a garantir uma formação de qualidade.

Membros do corpo docente do pólo universitário do Soyo tomaram posse ontem
Fotografia: Jaquelino Figueiredo

O reitor da Universidade 11 de Novembro, Nkianvu Ntamu, apelou, ontem, na cidade do Soyo, capital da província do Zaire, o combate enérgico aos actos de corrupção naquela instituição de ensino superior, com vista a garantir uma formação de qualidade.
Nkianvu Ntamu que falava no acto de posse do corpo administrativo e docente do pólo universitário do Soyo, defendeu uma universidade “ambiciosa e de qualidade”, que não se cinja apenas ao ensino, mas também à investigação científica e que estenda a sua acção ao desenvolvimento da região, estando presente na comunidade.
“Vamos combater a corrupção no seio da instituição com toda a energia de que dispomos, sobretudo os actos que envolvam professores universitários. Mesmo que a medida obrigue a encerrar um determinado curso fá-lo-emos, desde que haja provas do acto”, disse o reitor.
O reitor, ao dirigir-se aos novos responsáveis do pólo universitário do Soyo, sublinhou que a posse não deve ser encarada apenas como um acto de preenchimento de vagas, mas sim uma força de trabalho que cumpre a sua tarefa dentro das balizas definidas pela direcção da instituição de formação superior.  “Deve haver definição de tarefas de cada empossado”, frisou. Nkianvu Ntamu mostrou-se preocupado com o atraso das obras das instalações definitivas do pólo universitário do Soyo, na localidade do Kintambi, o que, como disse, vai embaraçar a criação de novos cursos para o próximo ano lectivo.
“Para 2012 pretendemos criar os cursos de organização e manutenção industrial, com duas opções, e um ano mais tarde, abrir o curso de Petróleos, razão pela qual se deve acelerar as obras do Kintambi para possibilitar o cumprimento do calendário estipulado, devido à actual exiguidade de espaço no pólo do Soyo”, advertiu.
Em 2011 houve mais de 500 candidaturas a nível do Soyo, um número que, segundo disse o responsável, vai aumentar em 2012, o que vai exigir mais espaços, como salas, laboratórios e outros.
O reitor da Universidade 11 de Novembro disse ainda que as unidades orgânicas de Cabinda, como as faculdades de Direito, Economia e o ISCED, também fazem parte desta terceira região académica e enfrentam também dificuldades de infra-estruturas.
De referir que para o ano lectivo 2012, os estudantes interessados em frequentar a Universidade 11 de Novembro, podem optar por cursos de organização e manutenção industrial, electromecânica, análises clínicas, psicologia clínica, português e inglês.

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