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Reposta circulação rodoviária com a RDC

Víctor Mayala | Luvo

As trocas comerciais realizadas entre Mbanza Congo e a região do Baixo Congo, na República Democrática do Congo (RDC) foram ontem retomadas com a inauguração de uma nova ponte metálica sobre o rio Luvo após duas semanas de interrupção.

Inauguração da ponte metálica foi partilhada pelos governadores do Zaire Joanes André e do Baixo Congo Jacques Bandu
Fotografia: Garcia Mayatoko | Luvo

A inauguração da ponte foi partilhada pelos governadores do Zaire, Joanes André e do Baixo Congo, Jacques Bandu, assim como o director-geral do Instituto de Estradas de Angola (INEA), António Resende, numa cerimónia testemunhada por centenas de cidadãos das regiões fronteiriças.
O governador do Zaire referiu que a reposição da ponte em apenas quatro dias demonstra a preocupação do Executivo em ver restabelecida a circulação de pessoas e bens e fortalecer cada vez mais “as excelentes relações de amizade e de cooperação existentes há séculos entre Angola e a República Democrática do Congo".
Joanes André acrescentou que o fluxo habitual para a comuna do Luvo levou o Governo Provincial do Zaire a decidir a construção de um mercado moderno com todos os serviços. O governador defendeu a realização de um encontro com as autoridades do Baixo Congo para firmar acordos em domínios essenciais e o fortalecimento das relações de amizade entre os dois povos.
O governador do Baixo Congo, Jacques Bandu, agradeceu às autoridades angolanas pela imediata reposição da ponte, uma infra-estrutura indispensável na vida dos dois povos, enquanto o director-geral do INEA, António Resende, pediu às autoridades das duas regiões para melhorarem a fiscalização, impedindo a passagem de viaturas com mais de 45 toneladas de carga bruta sobre a ponte.
A interrupção da via provocou, em pouco tempo, enormes dificuldades nas trocas comerciais entre os habitantes de ambas as regiões, como confirmou ao Jornal de Angola o soba do Luvo, Manuel Zinga, que elogiou a celeridade com que decorreu a reposição da ponte metálica.
“Passámos dificuldades durante as duas semanas em que a circulação ficou interrompida, devido ao desabamento da ponte”, disse o ancião de 78 anos.

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