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Responsável pede colaboração no combate a actos de violação dos direitos da criança

Kayila Silvina | Mbanza Congo

O responsável do Instituto Nacional da Criança (INAC) do Zaire, Manuel José António, pediu apoio das igrejas e de outras instituições da sociedade civil na região, para a consciencialização das pessoas no sentido de evitarem práticas de instrumentalização das crianças, ao fazer delas vendedoras de produtos diversos nas ruas e mercados.

Uma criança a prestar serviço num dos mercados de Luanda ao invês de estar sentada numa carteira a aprender o ABC
Fotografia: Dombele Bernardo

 

O responsável do Instituto Nacional da Criança (INAC) do Zaire, Manuel José António, pediu apoio das igrejas e de outras instituições da sociedade civil na região, para a consciencialização das pessoas no sentido de evitarem práticas de instrumentalização das crianças, ao fazer delas vendedoras de produtos diversos nas ruas e mercados.
Manuel António, que falava terça-feira, a propósito do Dia da Criança Africana, referiu que as igrejas devem consciencializar os seus fiéis para que assumam o papel de progenitores e contribuiam no combate a práticas que podem comprometer o futuro da criança.
“Louvamos o papel desempenhado pelas redes de protecção da criança, que não têm poupado esforços no combate à violência contra a criança no Zaire”, disse.
Manuel António, que lamentou o facto de existirem ainda na região famílias que maltratam crianças, revelou que a instituição que dirige recebe, a cada mês, queixas de crianças que praticam venda ambulante de produtos diversos nas artérias da cidade.
“É necessário que todos nós tomemos uma posição séria, para combater todo e qualquer vício e acto que atente e prejudique o desenvolvimento sadio das nossas crianças”, declarou Manuel António, exortando de seguida os pais a respeitarem os direitos fundamentais das crianças. O responsável acrescentou que a criança, sendo um ser frágil, deve merecer amor e carinho da família, em particular, e da sociedade em geral. Recordou que os governos de África têm desenvolvido esforços para o combate de actos de violação dos direitos da criança mas, como disse, milhares de menores ainda continuam a ser vítimas do fenómeno, resultante da pobreza no continente.
Manuel António lembrou que o Executivo angolano adoptou os 11 compromissos a favor da criança, cuidados especiais e absolutos e tudo tem sido feito. “O Executivo o angolano tem criado condições para a melhoria da vida das famílias, nomeadamente facilitar o acesso à educação, saúde e alimentação”, pontualizou.
O administrador adjunto de Mbanza Congo, José Pedroto, que encerrou o acto, realizado na aldeia de Mbanza Mazina, situada a cinco quilómetros da cidade de Mbanza Congo, referiu que o Executivo angolano está a trabalhar para o cumprimento na plenitude dos 11 compromissos adoptados, que têm a ver com a protecção e desenvolvimento integral da criança, promovendo campanhas de registo civil gratuito e a construção de mais escolas e hospitais.
 Estiveram presentes no acto as directoras da Assistência e Reinserção Social e da Família e Promoção da Mulher, Madalena das Dores e Ana Manifesta.

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