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Soyo recicla aparas de perfuração de poços

Jaquelino Figueiredo | Soyo

Uma estação de tratamento de aparas de perfuração contaminadas com óleo, resultantes das actividades da exploração petrolífera, começa a ser construída no primeiro trimestre do próximo ano, no município do Soyo, Zaire.

Cidade do Soyo passa a contar com uma estação de tratamento destinada a reduzir a contaminação da exploração petrolífera
Fotografia: Jornal de Angola

Com capacidade para tratar 150 toneladas por dia, vai ser instalada na base petrolífera do Cuanda, numa área de nove mil metros quadrados, podendo criar cerca de 30 postos de trabalho na fase operacional.
 Para o efeito, a  Angola Environmental Servicos, Lda, proprietária da futura estação, realizou na sexta-feira uma consulta pública para a apresentação do resumo não técnico do estudo de impacto ambiental.
A futura estação de tratamento visa reduzir até um por cento dos níveis de contaminação das águas e solos onde se explora o petróleo bruto, através da recuperação de 99 por cento dos óleos presentes nas aparas e lamas de perfuração de poços, para a sua reutilização.
 A estação de tratamento vai contar, numa primeira fase, com três unidades de dessorção termal (UDT), que podem tratar de forma conjunta 150 toneladas de aparas de perfuração contaminadas por dia, cuja segunda etapa prevê instalar mais duas UDT.
O processo de tratamento envolve a separação termal da matéria-prima a baixa temperatura, resultando na produção de óleo, água e sólidos (pré-secos).
O óleo recuperado vai ser enviado de regresso aos fabricantes de lamas de perfuração, enquanto a água recuperada vai ser adicionada aos sólidos secos, no sentido de prevenir a criação de poeiras antes da deposição em aterros.
 O director de operações da empresa, Motuzalem Sukete, disse que o processo de recuperação e consequente tratamento de aparas de perfuração contaminadas com óleo, vai permitir a redução de desperdícios e melhorar significativamente a sua qualidade, antes da sua deposição, o que constitui um evidente benefício ambiental. Em relação à consulta pública, Motuzalem Sukete disse que o processo se destinou a identificar as comunidades afectadas directa ou indirectamente e informar todas as partes acerca das actividades propostas e do processo como tal.
“Esta consulta visou, igualmente, dar às partes interessadas uma oportunidade de porem questões e comunicarem as suas preocupações em relação às actividades propostas, de forma a identificar e avaliar os potenciais impactos ambientais do processo”, explicou.
 O chefe de secção dos serviços comunitários do Soyo, Lourenco Komba, em representação da administradora municipal, considerou oportuna a instalação da referida estação de tratamento por se evitar, desta forma, os perigos de contaminar os solos e a água da região.

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