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Soyo sem registo de óbitos no trimestre

Jaquelino Fiqueiredo | Soyo

As autoridades sanitárias do município do Soyo não registaram óbitos por malária nas unidades hospitalares públicas, durante o primeiro trimestre deste ano, apesar de terem diagnosticado 9.909 casos, confirmou na segunda-feira o director local da Saúde.

Muitos casos de mortes notificados nos postos de saúde privados e em casa dos doentes são considerados como óbitos extra-hospitalares
Fotografia: Jaquelino Figueiredo| Soyo

Pedro Lusukamu explicou que muitos casos de mortes notificados a nível dos postos de saúde privados e em casas dos doentes são considerados como óbitos extra-hospitalares, dai não serem enquadrados nas estatísticas da malária, uma vez que apresentam diagnóstico duvidoso.
“Essas mortes podem resultar de outras causas e que carecem de um estudo profundo. Nós fizemos um levantamento à esse respeito, no sentido de apurar a causa dessas mortes, porque o sistema de saúde usa também a morte como sinal de alerta”, esclareceu Pedro Lusukamu.
Em função disso, Pedro Lusukamu disse que os técnicos passaram pelas casas onde havia  óbitos com causas duvidosas e constataram situações menos esclarecedoras, cujo tratamento era meramente tradicional, o que dificultou concluir que os mesmos eram casos taxativos de malária ou não.
O director municipal disse que a maior incidência dos casos de malária a nível da região tem sido em mulheres grávidas e em menores de cinco anos. “Dos doentes diagnosticados, 981 são gestantes e 3.253 crianças com menos de cinco anos." Pedro Lusukamu avançou que, apesar de não haver óbitos ao longo do período em análise, registou-se um aumento de casos de malária comparativamente ao primeiro trimestre de 2015, em consequência das constantes chuvas.
O técnico da Saúde salientou que a degradação do saneamento básico a nível da região e as constantes chuvas são apontadas como as principais causas do aumento de casos de malária, situação que pode conhecer uma redução com a retomada da luta antivectorial, desde segunda-feira. No tocante ao tratamento da malária, Pedro Lusukamu garantiu haver fármacos em quantidade suficiente, para atender a população, uma vez que o Ministério da Saúde e seus parceiros continuam a fornecer medicamentos com regularidade.

Luta antivectorial

A luta anti-vectorial e a sensibilização da população foram consideradas como as melhores formas de diminuir os casos de malária no Soyo, apontou o director municipal de Saúde.
Pedro Lusukamu disse que, para o efeito, a direcção municipal retomou, desde segunda-feira, o programa de fumigação em toda a extensão da sede do Soyo, com vista a reduzir os mosquitos que causam a doença. “Com a aquisição de quatro novas máquinas, perfazendo agora um total de cinco, é possível diminuir em grande escala os casos de malária a nível da sede municipal”.

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