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Subiu no Zaire preço dos táxis

Jaquelino Figueiredo| Soyo

Os taxistas do município do Soyo, província do Zaire, estão a cobrar 100 kwanzas por corrida contra os 50,00 até agora praticados. Segundo apurou o Jornal de Angola a atitude dos taxistas é resultante da subida, no início de Setembro, do preço da gasolina e do gasóleo.  

Taxista António Paulo diz que aumentaram a tarifa por causa do preço do combustível
Fotografia: Jaquelino Figueiredo| Soyo

Os taxistas do município do Soyo, província do Zaire, estão a cobrar 100 kwanzas por corrida contra os 50,00 até agora praticados. Segundo apurou o Jornal de Angola a atitude dos taxistas é resultante da subida, no início de Setembro, do preço da gasolina e do gasóleo.  
Os taxistas afirmam que com o aumento dos preços dos combustíveis decidiram um aumento de 100 por cento. Os principais produtos da cesta básica no Soyo, também aumentaram.  
António Panzo, 29 anos, taxista, disse à nossa reportagem que o aumento do preço de combustíveis, desde 1 de Setembro, está a complicar a vida de toda a população. E reconhece que o aumento do preço dos táxis de uma forma arbitrária, constitui uma infracção: "hoje, para encher o depósito do táxi pago.1800 kwanzas contra os 1200 gastos anteriormente. Cobrando 50 kwanzas por viagem não compensa", acrescentou.
António Paulo Eduardo, 22 anos, taxista, disse que, o preço dos combustíveis subiu e como consequência o aumento da corrida dos táxis teve de subir para 100 kwanzas: "para nós, 75 kwanzas por viagem era bom, mas por falta de trocos somos obrigados a cobrar 100,00 por viagem", acrescentou.
Os cidadãos que dependem dos táxis nas suas deslocações estão preocupados com o aumento do preço da corrida e consideram 100 kwanzas um valor elevado. Esperança Zau, funcionária pública, disse que a situação está a provocar transtornos às populações, sobretudo, os trabalhadores sem meios de transporte e que vivem longe dos locais de trabalho.
"Eu vivo a 14 quilómetros do meu local de trabalho, com a corrida de táxi a 100 kwanzas complica a minha vida, porque o meu salário não suporta tamanha especulação de preços", acrescentou.
Esperança Zau criticou alguns taxistas que optam por encurtar as rotas, o que obriga os passageiros a desembolsar mais do que deviam numa só viagem: "a situação não está fácil, sobretudo para a população mais desfavorecida do Soyo", afirmou, acrescentando  que os estudantes estão também afectados pela subida do preço dos táxis.

Autocarros com dificuldades

A falta de espaços para manobras está a afectar o trabalho dos autocarros na região, o que representa uma desvantagem face aos táxis. O chefe da transportadora "Vitamina TK", Venâncio Helena João, reconheceu que, apesar de possuir uma frota de 20 autocarros, a empresa enfrenta dificuldades para competir com os taxistas, uma vez que é difícil encher o autocarro numa única viagem.  "Só temos a circular dois autocarros de 50 lugares cada, mas por viagem conseguimos apenas dez a 20 passageiros, o que nos cria dificuldades, tendo em conta os custos dos combustíveis", referiu.
Venâncio João informou que apesar do aumento do preço dos combustíveis os preços vão continuar nos 30 kwanzas por corrida. Reconheceu ainda que, as actuais tarifas de 30 kwanzas praticadas dentro da cidade, 2.500 nas viagens intermunicipais e 3500 interprovinciais, não compensam os gastos com os combustíveis, "mas não podemos fazer o contrário do que está estipulado pelo Ministério dos Transportes", disse Venâncio João.

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