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Uma província que renova a sua imagem

Filomeno Manaças * |

 A província do Zaire ganhou um novo fôlego com a realização de obras de vulto que estão a modificar radicalmente a imagem de várias das suas cidades e municípios.

 A província do Zaire ganhou um novo fôlego com a realização de obras de vulto que estão a modificar radicalmente a imagem de várias das suas cidades e municípios.
O processo de construção de uma nova estrada que liga o Zaire a Luanda decorre a bom ritmo e já suscita outro ânimo entre os utentes.
As emblemáticas cidades de Mbanza Congo e Soyo servem de cartão postal da envergadura de investimentos públicos que o Executivo está a levar a cabo. O sentimento é hoje outro em Mbanza Congo. A poeira acabou e a urbe está agora, com as estradas asfaltadas, mais asseada. A construção de novas habitações, a par da reabilitação de todos os edifícios públicos, tornou mais atractiva a cidade e contribuiu para a fixação dos quadros. No domínio da saúde, a situação inverteu-se: já não são os angolanos que recorrem aos hospitais da RDC em busca de tratamento. São os nossos serviços que agora registam a procura por parte de cidadãos congoleses.
A Norte de Mbanza Congo, o Soyo está a tornar-se num verdadeiro potentado económico. Com o Porto em reestruturação, com a fábrica de gás pronta a arrancar e a base logística do Kwanda que ser ve de apoio às actividades das empresas petrolíferas, o município vê o seu movimento económico aumentar. O ensino, motor das grandes transformações de mentalidade e factor que impulsiona o desenvolvimento cultural e científico, deu um salto significativo com a a chegada das universidades a Mbanza Congo e ao Soyo.
Tudo se conjuga para levar o Zaire a realizar o sonho de ser uma grande província. Grande do ponto de vista económico, grande do ponto de vista da formação dos recursos humanos, grande do ponto de vista de projecção social e cultural e a fazer jus ao manancial de riqueza humana e material que possui.
Temperado pelos anos de guerra, por isso mesmo homem que conhece o valor da perseverança, o governador Pedro Sebastião nunca perdeu a esperança e sempre soube apelar à paciência dos inconformados para a necessidade de não se esmorecer, para a necessidade de acreditar e ter fé no trabalho. E o resultado é hoje visível. Há um novo fôlego e estão agora lançadas as bases para que o Zaire possa, num curto espaço de tempo, ser uma província completamente renovada. O novo alento é ainda mais forte quando se sabe que tudo está praticamente a começar do zero, pois é voz comum entre os habitantes do Zaire que a província quase nada herdou da antiga administração colonial e a guerra, sobretudo a que eclodiu depois das eleições de 92, arrasou por completo o que restava das infra-estruturas sociais e económicas, prejudicando grandemente os poucos investimentos privados então realizados. O Zaire está agora a dar a volta ao texto, deixando para trás as histórias de ruínas semeadas por tempos de profunda cólera contra os valores da democracia.

* Administrador Executivo para a Área Editorial

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