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Zaire está a formar técnicos de manutenção de gasodutos

Jaquelino Figueiredo | Soyo

A Sociedade de Operações e Manutenção de Gasodutos ­(SO­MG), uma subsidiária da empresa Angola LNG Lda, certificou, no passado dia 8, no Soyo, 13 técnicos que vão trabalhar no fabrico de gasodutos para a futura fábrica de gás natural liquefeito, em construção na região.

Os primeiros 13 técnicos angolanos que vão trabalhar no fabrico de gasodutos
Fotografia: Jaquelino Figueiredo | Soyo

A Sociedade de Operações e Manutenção de Gasodutos ­(SO­MG), uma subsidiária da empresa Angola LNG Lda, certificou, no passado dia 8, no Soyo, 13 técnicos que vão trabalhar no fabrico de gasodutos para a futura fábrica de gás natural liquefeito, em construção na região.
A cerimónia de graduação e entrega de certificados aos recém formados, que teve lugar num hotel do Soyo, contou com a presença de altas individualidades ligadas ao mundo do gás e petróleo, com destaque para o presidente do Conselho de Administração da Angola LNG, António Órfão, e do administrador do Soyo, Manuel António.
O director-geral da SOMG, Walt Perez, considerou a graduação como um acontecimento importante para o município do Soyo e para a província do Zaire em geral, pelo facto de marcar o sucesso dos primeiros funcionários angolanos da empresa que darão corpo ao projecto Angola LNG.
Para Walt Perez, a formação de técnicos angolanos em matéria de gasodutos significa que a força de trabalho está pronta para começar as operações de exploração do gás natural liquefeito, em 2012.
A formação destes técnicos representa ainda, para Angola, o início da indústria de transporte de gás através de gasodutos, o que vai ser a base do negócio por muitas gerações e consequente desenvolvimento socioeconómico.
“Para o povo do Soyo, a formação representa o princípio de uma parceria, na qual nós vamos mostrar que somos bons vizinhos. E como vizinhos, esperamos que vocês reconheçam também em nós a concretização do sonho angolano de criar uma empresa de gasodutos integralmente nacional e com sede no Soyo”, acrescentou.
Dirigindo-se aos recém-formados, disse que, apesar de festejarem o sucesso da sua formação inicial de operadores em gasodutos,”é preciso reconhecer que a jornada está apenas a começar”.  O presidente do Conselho de Administração da Angola LNG, António Órfão, disse, por seu turno, que a cerimónia de graduação de 13 jovens do Soyo representa o início da passagem do testemunho e são eles que terão o papel, num futuro próximo, de continuar o projecto, considerado o maior até agora feito em Angola desde sempre.
O projecto, como frisou, vai tornar o gás que tem sido queimado como uma coisa sem valor, num produto criador de emprego e rendimento para o país. “A materialização do projecto Angola LNG não é um fim em si, para além de ser já uma fonte de emprego e de rendimento, vai também possibilitar outros projectos de gás para o país”, acrescentou.
O administrador do Soyo, Manuel António, considerou a formação dos 13 jovens como a primeira de outras acções semelhantes. A formação dos jovens, segundo ele, constitui motivo de orgulho e há todo o interesse que sejam os angolanos a trabalhar no projecto Angola LNG e a dirigirem a fábrica no futuro, tal como se pretende no quadro da angolanização em curso.

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