Províncias

Zaire forma inspectores escolares

Fernando Neto | Mbanza Congo

Cerca de 40 professores dos municípios de Mbanza Congo, Kuimba e Nóqui, na província do Zaire, participam desde quarta-feira, na cidade de Mbanza Congo, num seminário de Aplicação e Concepção de Orientação dos Serviços de Educação, para exercerem o trabalho de inspectores provinciais.

Cerca de 40 professores dos municípios de Mbanza Congo, Kuimba e Nóqui, na província do Zaire, participam desde quarta-feira, na cidade de Mbanza Congo, num seminário de Aplicação e Concepção de Orientação dos Serviços de Educação, para exercerem o trabalho de inspectores provinciais.
Segundo a responsável do Departamento de Inspecção da Direcção Provincial da Educação, Graça Cristina Gomes, o sector necessita de, pelo menos, 60 novos inspectores, para actuarem em toda a região. O exemplo colhido de outras províncias do país, que aumentaram o número de inspectores através da formação, motivou a realização do seminário.
“Agora vamos poder ampliar o nosso raio de acção quanto à supervisão das actividades nas escolas. Precisamos de mais inspectores para podermos atingir, com o nosso trabalho, as escolas das aldeias mais recônditas da província”, afirmou. A responsável acrescentou que os problemas mais comuns nas escolas da região prendem-se com a falta de compromisso profissional de alguns professores.
Durante seis dias, os futuros inspectores vão tratar de temas que   dizem respeito ao quadro legal sobre a educação, sistema de melhoria da qualidade da educação e as normas orientadoras do Ministério da Educação para o ano lectivo.
Melhorar os serviços de inspecção nas instituições públicas, privadas e comparticipadas do ensino geral e médio, reforçar as competências técnicas para uma participação autónoma na supervisão do trabalho docente e desenvolver capacidades para o apoio e controlo do processo de ensino, são também temas do seminário.  
Graça Cristina Gomes referiu que a acção formativa enquadra-se na necessidade de divulgação da reforma educativa em curso no país e adaptação às novas tendências a nível mundial.

Reforma antecipada

O administrador municipal adjunto de Mbanza Congo, José Pedroto, que presidiu o acto de abertura do seminário, considerou a acção de vital importância, na medida em que vai criar uma nova dinâmica no funcionamento das escolas.
“Sabemos que existem carências em termos de inspectores na região. As dificuldades são enormes. Daí que somos obrigados a formar novos quadros, uma vez que os quadros antigos da inspecção foram reformados”, disse.   A província do Zaire deixou de recrutar quadros para a área de Inspecção da Educação em 2002. Na altura, segundo a inspectora Graça Cristina Gomes, o grupo de trabalho era constituído por sete inspectores, seis dos quais já reformados.
“Existem no Zaire cinco inspectores. Devido ao número ínfimo de quadros existentes, houve necessidade de recrutar mais candidatos para este magno trabalho, a fim de reforçar as acções de acompanhamento das actividades desenvolvidas nas escolas do ensino básico e médio”, disse Graça Cristina.  
A responsável do Departamento de Inspecção da Direcção Provincial da Educação no Zaire reconheceu que muitos quadros do sector ainda desconhecem os objectivos da reforma educativa em curso.
“A aplicação da monodocência, que pressupõe que um professor acompanhe o aluno da 1ª a 6ª classe, está a causar alguns embaraços a certos professores pouco experientes. Insurgem-se contra a aplicação da reforma educativa, devido à fraca compreensão dos seus objectivos”, referiu a inspectora.
 A responsável esclareceu que a reforma educativa surgiu para melhorar a actividade docente.

Tempo

Multimédia