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Zaire necessita de mais professores

João Mavinga| Mbanza Congo

O regresso de crianças em idade escolar, filhas de refugiados na República Democrática do Congo (RDC) vai exigir o ingresso de mais 1.074 novos professores, na província do Zaire.

Directores provinciais da Educação e da Saúde estiveram reunidos em Luanda para um encontro de preparação dos concursos públicos
Fotografia: jornal de angola

O regresso de crianças em idade escolar, filhas de refugiados na República Democrática do Congo (RDC) vai exigir o ingresso de mais 1.074 novos professores, na província do Zaire.
O director provincial da Educação, Domingos Nkita, afirmou, na cidade de Mbanza Congo, que os 4.033 professores da província são insuficientes para cobrir as necessidades que o sector enfrenta actualmente.
O director provincial da Educação falava durante a inauguração da escola primária 209, no Bairro 11 de Novembro, arredores da cidade de Mbanza Congo, explicou que, no ano transacto, só o município do Cuimba registou 5.000 novos alunos no sistema de ensino, contra os habituais 1.000 das épocas anteriores.
Neste momento, disse Domingos Nkita, com os repatriados do Congo Democrático, o número de crianças com idade escolar duplicou para mais de 10.000 alunos.
A escola, construída de raiz, vai acolher 720 alunos, em dois turnos e custou aos cofres do Estado, 35 milhões de kwanzas.
As obras da escola duraram seis meses e foram custeadas pelo Governo Provincial do Zaire através do programa de relançamento socioeconómico. A escola tem um imponente aspecto arquitectónico.

Outros serviços

Para a saúde dos alunos, o Governo Provincial criou na escola uma sala destinada aos primeiros socorros. Tem igualmente sete quartos de banho e um reservatório de 18.000 litros de água potável para que não haja faltas.
A escola tem ainda uma sala de reuniões, secretaria, arrecadação para material didáctico e sala para professores. Nos próximos dias, uma escola com características semelhantes, que vai acolher alunos do primeiro ciclo (7ª, 8ª, e 9ª classes) vai ser inaugurada.
Numa primeira fase, disse o director provincial da Educação, a escola do primeiro ciclo, com 11 salas, acolhe acções de formação para professores. As obras desta escola estão na fase final, faltando apenas o mobiliário e carteiras.

Concurso público

A explosão escolar, disse Domingos Nkita, deve ser acompanhada de um concurso público para recrutar novos professores, durante este ano. Salientou que os directores provinciais da Educação e da Saúde estiveram reunidos, em Luanda, para um encontro de preparação dos concursos públicos e quotas de preparação das admissões de novos professores e enfermeiros.
No ano passado, a província do Zaire tinha 1.285 salas. Com a inserção de novos alunos no sistema de ensino, disse, o governo do Zaire construiu mais 195 novas salas. Que vão fazer face à explosão escolar do presente ano académico. Estão em fase de conclusão outras escolas na província.
O governador da província do Zaire, Pedro Sebastião, disse que as autoridades vão continuar a conjugar esforços para a criação de condições estruturais e humanas, com vista a garantir a formação aos alunos.

Autoridades tradicionais

O soba do Bairro 11 de Novembro, Eduardo Nkia Mbi, considerou que a construção de mais uma escola vai ajudar a minimizar as dificuldades das crianças, sobretudo dos filhos dos angolanos repatriados.
A autoridade tradicional aplaudiu a iniciativa do Governo Provincial, tendo garantido que a comunidade vai estar atenta aos actos de vandalismo que eventualmente possam acontecer nas escolas. “Não vamos permitir vandalismo nas nossas escolas construídas com grande Sacrifício ”, disse o soba.

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