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Zaire tem pontes em risco de desabar

Jaquelino Figueiredo | Soyo

Pelo menos seis pontes do Zaire correm o risco iminente de desabar, em breve, caso não haja uma intervenção urgente, alertou ontem, no Soyo, o director provincial do Instituto Nacional de Estradas (INEA).

Circulação rodoviária entre o Soyo e o resto do país foi reposta com a inauguração da nova ponte metálica sobre o rio Luculo
Fotografia: Jaquelino Figueiredo

Manuel Diangani informou que as  infra-estruturas rodoviárias estão bastante degradadas, requerendo substituição urgente para que se mantenha a circulação segura de pessoas e bens.
Além das seis pontes em risco de desabar, o director provincial do Instituto Nacional de Estradas   disse que a província ainda tem muitas localidades que não possuem este tipo de infra-estrutura metálica, o que complica a circulação rodoviária entre uma e outra parcela daquele território.
O responsável garantiu que estão a ser feitos trabalhos de levantamentos, com vista a conhecer a real situação das referidas pontes degradadas e das localidades em que não existem estas estruturas a serem encontradas as melhores soluções para a substituição e colocação das mesmas.
O director disse que as  pontes estão localizadas entre os municípios do Soyo, Mbanza Congo e Cuimba, em direcção à Maquela do Zombo, Buela, Caluca, além de uma outra que se encontra em Madimba e está  danificada.
O responsável falava durante a inauguração pelo governador Joanes André, da nova ponte metálica sobre o rio Luculo, na localidade de Quivanda, o que repôs a circulação rodoviária entre o município do Soyo, província do Zaire, com o resto do país. A ponte sobre o rio Luculo, com um tempo de vida estimado em 20 anos, tem 30 metros de comprimento e quatro de largura e uma capacidade para suportar até 60 toneladas de peso.
A ponte conta com um suporte de duas estruturas metálicas corridas em cada lado, cujos trabalhos de montagem estiveram a cargo da Empresa Nacional de Pontes (ENP) e duraram duas semanas, desde a remoção dos destroços da velha, que desabou a 22 de Abril.
O director-geral da Empresa Nacional de Pontes, José Henriques, informou que depois da ponte sobre o rio Luculo.
A Empresa Nacional Pontes (ENP) tem um outro programa com o governo da província, que passa pela actualização do levantamento de todas as pontes danificadas ou em mau estado de conservação para, numa primeira fase, actuarem em seis delas.
A previsão da empreitada de substituição das seis pontes vai ser definida no terreno, porque cada uma  pode exigir um tipo de estudo e de trabalho diferente, para garantir uma melhor circulação de pessoas e bens.

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