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Zaire vai produzir fertilizantes a partir das reservas de fosfatos

João Mavinga e Fernando Neto |Mbanza Congo

A “Vale Fertil Lda”, empresa mineira vocacionada para a actividade de prospecção geológica de fosfatos, vai investir uma verba de mil milhões de dólares para a construção de uma indústria de transformação do minério em fertilizantes na bacia do rio Lucunga, no município do Tomboco, província do Zaire.

Adão Sofia garante que a exploração mineira vai projectar o desenvolvimento do Zaire
Fotografia: Adolfo Dumbo

A “Vale Fertil Lda”, empresa mineira vocacionada para a actividade de prospecção geológica de fosfatos, vai investir uma verba de mil milhões de dólares para a construção de uma indústria de transformação do minério em fertilizantes na bacia do rio Lucunga, no município do Tomboco, província do Zaire.
O director provincial da Indústria, Geologia e Minas, Adão Alberto Sofia, que anunciou o facto ao Jornal de Angola, deixou claro que neste momento a referida empresa está empenhada na realização de trabalhos de pesquisa e prospecção mineira na bacia do rio Lucunga, para que no próximo ano se inicie a fase de exploração de fosfatos. “A verba de mil milhões de dólares vai servir para a empresa suportar os encargos tecnológicos da construção de estaleiros e fábricas e outros serviços de apoio à actividade mineira no terreno, desde o início do projecto até à fase de exploração aprazada para o próximo ano”, elucidou o responsável da Geologia e Minas.
A referida empresa pretende desenvolver a actividade mineira no Zaire, numa extensão de 928 quilómetros quadrados, contra os 412 inicialmente acordados numa reserva estimada em 114 mil toneladas, com teor médio entre os 9,5 a 10 por cento de P205, (composição química do fosfato).
É indispensável a construção de um porto na bacia mineira para permitir que, depois da sua exploração, o produto seja exportado para os continentes onde existirem potenciais mercados consumidores, como é o caso da Europa e América do Sul, disse o interlocutor.
Para ele, o subsolo da província do Zaire, além do petróleo, também possui outros minerais que podem projectar o desenvolvimento na região. Adão Alberto Sofia disse que no subsolo da província podemos ainda encontrar, além do fosfato, a prata, calcopirita, areia silicose, rochas asfálticas, bauxite, quartzo, cobre e guano.
Neste momento decorrem na região trabalhos técnicos de prospecção e licenciamento das empresas candidatas, para que o início da actividade de exploração dos referidos minerais seja um facto em 2013, altura em que a exploração de fosfatos na bacia do rio Lukunga começa a ganhar corpo.
“A direcção provincial da Indústria Geologia e Minas tem cadastradas 49 empresas que exploram mineiros no Zaire. Deste número, apenas 12 funcionam em pleno, 13 estão paralisadas e 24 precisam de renovação dos seus títulos de exploração para continuar a exercer a actividade mineira”, observou.
A bacia do rio Lukunga é tipicamente talhada para a actividade mineira, sublinhou. Em certos casos os mineiros “afloram a superfície, tornando os custos do projecto de exploração relativamente baixos”. Explicou que estão planificadas perfurações de 949 poços, das quais 558 foram executadas.
O sector controla 1.546 trabalhadores, sendo 258 cidadãos expatriados de várias nacionalidades e 1.288 nacionais. Adão Alberto Sofia frisou que o calcário é um dos minerais mais abundantes, estando localizado em três dos seis municípios da província, nomeadamente Mbanza Congo, Kuimba, Tomboco e Nóqui.

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